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17.04.2017 ATENÇÃO PRIMÁRIA

Serviço de Saúde Comunitária e de Pneumologia combatem a tuberculose

Prevenção, diagnóstico e tratamento são oferecidos pelas 12 unidades de atenção primária do GHC

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Ações de educação em saúde integram a estratégia de combate à tuberculose do GHC.
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Entrega de panfletos informativos estão entre as atividades realizadas pelas 12 Unidades de Atenção Primária.
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Dinâmica em clube de mães realizada pela Unidade Santíssima Trindade.
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Jogo de tabuleiro voltado à prevenção da tuberculose, meio de ensino utilizado pela Unidade Santíssima Trindade.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, Porto Alegre é a capital com maior incidência de tuberculose no país, com 99,5 casos para cada 100 mil habitantes. Prevenir, diagnosticar precocemente e tratar esta doença de maneira correta são algumas das atribuições das 12 unidades de atenção primária que integram o Serviço de Saúde Comunitária do Grupo Hospitalar Conceição (SSC/GHC).

Segundo a Enfermeira Lisane Freitas da Unidade Santíssima Trindade, atividades como caminhadas pela comunidade com entrega de panfletos falando sobre a doença, jogos educativos e outras dinâmicas em creches e clube de mães são organizadas em ações ao longo do ano, conforme eventuais necessidades. "Ainda percebemos muito estigma em relação à doença", expôs ela, constatando que usuários chegam a buscar a emergência do Hospital Conceição por receio de serem identificados na unidade de saúde.

Estas atividades fazem parte da Ação Programática da tuberculose do SSC, que trabalha de forma integrada com os serviços de Pneumologia dos hospitais Conceição e da Criança Conceição e com o Serviço de Infectologia do Hospital Conceição. Este trabalho estabelece relações com os serviços de referência de tuberculose do Município de Porto Alegre e com o Hospital Sanatório Partenon (referência estadual).

Como explica a médica Rosane Glasenapp, também da Unidade Santíssima Trindade, esta comunidade apresenta um coeficiente de incidência de tuberculose muito alto (140 casos para 100 mil habitantes), por isto deve-se priorizar ações que identifiquem precocemente pessoas com esta doença.

Ela refere que identificar e examinar os sintomáticos respiratórios (pessoas que tossem há mais de 3 semanas), investigar os contatos de uma pessoa com TB, diagnosticar e tratar corretamente uma pessoa com tuberculose através do tratamento diretamente observado é fundamental para o combate dessa doença e para diminuir esses números alarmantes.

O tratamento é longo, de no mínimo 6 meses, por isso, segundo Rosane, contribuem também para o sucesso do trabalho: o estabelecimento de vínculo com os pacientes e familiares, o envolvimento da equipe (principalmente dos agentes comunitários de saúde) e o apoio do serviço de Pneumologia do Hospital Conceição, na elucidação dos casos mais complexos.

Créditos: Lorenzo Leuck / Fotos: U.S Santíssima Trindade - SSC/GHC