Em alusão Semana Internacional da Tireoide, o Serviço de Endocrinologia Clínica e Cirúrgica do Hospital Conceição, em conjunto com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), promoveu nesta quarta-feira, 24 de maio, a palestra “Tenho um nódulo na tireoide. E agora?
Diversos pacientes e funcionários do hospital compareceram à atividade, lotando a sala 1 da Gerência de Ensino e Pesquisa (GEP). Além de explicar o que é a glândula tireoide, a médica endocrinologista Iracema Gonçalves também respondeu a dúvidas do público a respeito de diagnósticos, sintomas e tratamentos.
"As pessoas se assustam, pensam que nódulo na tireoide significa câncer. Não é assim", disse Iracema. Segundo ela, o primeiro passo é avaliar se o nódulo é palpável. Se for maior do que 1cm, o médico irá avaliar o funcionamento da glândula, solicitando um exame de sangue chamado TSH e também o exame de ultrassonografia.
De acordo com os dados da SBEM, cerca de 85% a 90% desses nódulos são benignos. Ainda assim, é preciso de acompanhamento médico para avaliar o crescimento e alteração hormonal. Caso o diagnóstico detectar câncer, é necessário saber qual o tipo para encaminhar o tratamento, seja cirurgia ou terapia com iodo radiativo.
Como parte da campanha, panfletos sobre o tema serão entregues no ambulatório.
Saiba mais sobre a Glândula Tireoide
A tireoide é um glândula que fica na base da região anterior do pescoço, produzindo dois hormônios: a Triiodotironina (T3) e a Tiroxina (T4). Esses hormônios são muito importantes em todas as fases da vida, como na formação dos órgãos fetais (principalmente o cérebro), no crescimento, no desenvolvimento, na fertilidade e na reprodução. Exercendo ainda importante atuação nos batimento cardíacos, no sono, no raciocínio, na memória, na temperatura do corpo, no funcionamento intestinal e metabolismo.
As principais doenças que afetam a glândula são hipotireoidismo (função diminuída), hipertireoidismo (aumento da função), tireoidites (processos inflamatórios) e nódulos de tireoide (benignos ou malignos). O hipotireoidismo é mais comum em mulheres na pós-menopausa.
Créditos: Lorenzo Leuck