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25.05.2017 EDUCAÇÃO CONTINUADA

Palestra de combate às drogas conscientiza Jovens Aprendizes

Turmas do GHC, Escola Técnica Mesquita e Escola Marista participaram da atividade educativa
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Esta é a primeira de uma série de palestras sobre a saúde física, mental e social dos jovens.
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Encontro reuniu jovens aprendizes do GHC, Escola Técnica Mesquita e Escola Marista.
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Jovens Aprendizes puderam compartilhar experiências pessoais e dilemas da adolescência.
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Colaborador do CAPS AD - III Darcy Gulart Vieira falou sobre as dificuldades que passou quando era dependente químico.

Jovens aprendizes do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), Escola Técnica Mesquita e Escola Marista foram alertados sobre os malefícios das drogas nesta quinta-feira, 25 de maio. Dúvidas e anseios sobre o tema foram respondidos por representantes do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III (CAPS AD – III), em atividade realizada no auditório do Hospital Cristo Redentor (HCR).

Essa iniciativa, promovida pela Gerência de Apoio do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), por meio da Participação Cidadã, reuniu as três instituições parceiras no programa em uma única instância de educação continuada. Segunda a coordenadora da Participação Cidadã, Rosângela Vianna Bellos, esta foi a primeira de uma série de palestras que visa pautar temas relativos à saúde física, mental e social dos jovens.

A psiquiatra do Serviço de Saúde Comunitária, que atua no CAPS AD - III, Mirela Paiva Vasconcelos, apontou como o consumo de drogas na adolescência pode gerar danos no organismo, na família e na sociedade. "É um caminho sofrido: alguns entram e saem, muitos entram e permanecem", contou a psiquiatra, destacando que, "muitas vezes, só se enxerga a curtição, enquanto os prejuízos são mascarados".

Mirela apontou que drogas geralmente são vistas como uma solução imediata à insegurança, crises de identidade e outros problemas pessoais, quando na verdade desorganizam a vida e acabam agravando-os. "Antes de tudo é preciso se perguntar "por que não estou bem comigo mesmo?", aconselhou ela.

Quando questionada se beber por lazer nos fins de semana é vício, ela respondeu que, quando isso se torna um hábito, a resistência ao álcool tende a crescer, sendo preciso consumir cada vez mais para sortir o mesmo efeito.

Complementando sua fala, o colaborador do CAPS AD - III e ex-dependente químico Darcy Gulart Vieira comentou que o problema começa quando se passa a contar os dias até as festas e os "encontros casuais" no fim de semana. Apesar de estar livre das drogas há mais de três anos, definiu o vício como uma doença crônica. "Não é brincadeira", alertou o colaborador.

Vieira também colocou que não há classe social que esteja livre do problema. "Do uísque do doutor até o trago do tio da esquina, não há diferença", expôs ele. Uma adolescente contrapôs, dizendo que entre a desigualdade há o preconceito. "Se a jovem negra e pobre fuma maconha é uma coisa, se o universitário branco e rico usa esta e outras drogas muito mais pesadas, é outra", problematizou a integrante do programa.

Orientações, depoimentos e debates deram seguimento à atividade proposta. A psiquiatra do CAPS definiu como fantástica a oportunidade de falar para esse público com uma linguagem acessível. Segundo ela, isso é essencial para barrar e prevenir futuras dependências químicas.

Créditos: Lorenzo Leuck.