Dados do Instituto Latino Americano da Sepse (Ilas) apontam que a Septicemia – infecção geral grave do organismo causada por germes - mata cerca de 250 mil pessoas por ano somente no Brasil. Um projeto tecnológico pioneiro no combate a este índice de mortalidade hospitalar foi apresentado na palestra “O Sonho de Laura”, ministrada por Jacson Fressatto nessa quarta-feira, 7 de junho, durante a Semana da Segurança do Paciente do Hospital Conceição.
33 mil linhas de código e 263 programas integram o “Robô Laura”, primeiro algoritmo de inteligência artificial voltado ao gerenciamento de riscos em hospitais, segundo a International Business Machines (IBM). Essa tecnologia, 100% brasileira, foi desenvolvida pelo analista de sistemas e hacktivista Jacson Fressatto. Seu objetivo? Reduzir as mortes por sepse no Brasil em 5% até 2020, o equivalente a salvar 12 mil vidas por ano.
O nome do robô é uma homenagem à filha de Fresatto que morreu aos 18 dias de vida por causa da sepse, em 2010, em um hospital no Paraná. Por oito meses, ele trabalhou como voluntário no hospital a fim de descobrir o que tinha dado errado. Com o tempo, Fressatto chegou à conclusão que para prevenir casos de sepse é preciso comparar sintomas sutis e montar um mapa de riscos para todos os pacientes internados. A partir daí começou a pensar o sistema performático e aderente capaz de potencializar execução de tarefas dos profissionais de saúde.
Após a palestra, a enfermeira Roberta Cordeiro, do Projeto Paciente Seguro, lembrou o público que higienizar as mãos é um fator determinante na prevenção da sepse.
Créditos: Lorenzo Leuck