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22.06.2017 ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL

Simpósio Inter-Religioso do GHC abordou a ciência e a espiritualidade na assistência à saúde

Líderes de seis denominações religiosas falaram sobre como suas práticas atuam em prol da saúde
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Representantes das diversas denominações religiosas presentes no evento.
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Gerente de Apoio do GHC, Sandro Franciscatto (C), e coordenadora da Participação Cidadã, Rosângela Vianna Bellos, na abertura do evento.
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Médico cardiologista Mauro Pontes falou sobre ciência e espiritualidade.
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Coral da Aserghc também participou do evento, entoando cânticos.
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Encontro reuniu funcionários e voluntários do GHC.

Com o tema “Ciência e Espiritualidade Promovendo e Integrando Saúde”, líderes de diversas denominações religiosas se reuniram na tarde dessa quarta-feira, 21 de junho, no Auditório Jahyr Boeira de Almeida, para o Simpósio Inter-Religioso do Grupo Hospitalar Conceição (GHC). Promovido pela Participação Cidadã do GHC, por meio do Núcleo de Assistência Espiritual, que garante os direitos dos usuários a receberem atendimento espiritual enquanto estiverem internados, o evento teve como objetivo destacar a importância da fé na promoção à saúde e incentivar o respeito à diversidade religiosa.

O gerente de Apoio do GHC, Sandro Franciscatto, que representou a diretoria na mesa de abertura da atividade, agradeceu a presença do público. “Nós ficamos muito felizes por contar com o apoio de todos, principalmente dos voluntários, que fazem um trabalho muito importante para nossa instituição”, ressaltou ele.

Já a coordenadora da Participação Cidadã, Rosângela Vianna Bellos, defendeu que a espiritualidade presta suporte em momentos de vulnerabilidade. “A presença de vocês aqui demonstra a repercussão dessa união da Medicina com a espiritualidade, desse tema de muita relevância”, declarou.

Na ocasião, o coral da Associação dos Servidores do Grupo Hospitalar Conceição (Aserghc) contribuiu para a ato de abertura do evento por meio de duas canções, posteriormente o grupo cedeu o espaço para o painel do médico cardiologista Mauro Pontes. “Pouca coisa prepara a nossa espiritualidade tão bem quanto a música, então nós começamos muito bem”, garantiu o cardiologista.

Durante sua fala, Pontes buscou explicar como a espiritualidade atua em prol da saúde, tendo como base o trabalho desenvolvido por ele como cardiologista e no grupo de pesquisa de espiritualidade em cardiologia.

A diversidade religiosa em prol da saúde

Em sua terceira edição, representantes de seis denominações religiosas apresentaram sua visão sobre o desempenho da fé na promoção de saúde. No painel denominado “A Diversidade Religiosa em Prol da Saúde”, a representante da Federação Espírita do Rio Grande do Sul Léa Boss Duarte abordou alguns princípios da sua religião e destacou que ao conviver com representantes de outras doutrinas é possível notar muitos pontos em comum. “Os aspectos em comum são muito maiores do que as diferenças, a base de tudo precisa ser o respeito”.

A preocupação foi compartilhada pela representante dos voluntários da Religião de Matriz Africana Nora Farias. “Todas as denominações religiosas podem conviver entre si”, afirmou Nora, que ainda salientou a relevância de atos de afeto quando em contato com os pacientes. “Um abraço tem poder inimaginável”. Em concordância, o rabino da Sociedade Israelita Brasileira de Cultura e Beneficência Guershon Kwasniewski frisou que o comportamento dos religiosos precisa transmitir coisas boas aos pacientes: “Um sorriso é capaz de mudar uma vida”.

Jesus Cristo e a pregação por ele realizada foi o tema da explanação do pastor Felipe Alves, representante da Federação Gaúcha de Ministros Evangélicos. “Por onde ele andava, os autores dos livros bíblicos, enfatizam e registravam que Jesus se compadecia dos enfermos”. O líder católico, padre Querino, completou “Os doentes são os mais importantes fiéis aos olhos de Cristo, porque estão próximos dele. Se estivermos perto de um enfermo, estaremos perto de Jesus”.

O representante da Federação Afroumbandista do Rio Grande do Sul Jorge Mirim apontou o respeito com as denominações como fator fundamental para o bem dos que precisam de cuidado e apontou a devoção a Jesus Cristo como algo em comum entre ele e os religiosos. “Jesus era um pregador assim como nós somos”, concluiu.

Finalizando a cerimônia a pastora Francile Sander, representante dos voluntários religiosos da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, retratou que uma das formas de agradecer a Jesus Cristo pelas coisas boas é prestando assistência a quem precisa. A religiosa encerrou a cerimônia concedendo uma bênção aos presentes.

Créditos: Graziella Silva.