O Serviço de Dor e Cuidados Paliativos do Hospital Conceição e a Sociedade Gaúcha para o Estudo da Dor (Soged) promoveram, nesta sexta-feira, 23 de junho, a “Jornada do Serviço de Dor e Cuidados Paliativos”. O evento, alusivo ao Ano Mundial contra a Dor Pós-operatória, ocorreu no Auditório Jahyr Boeira de Almeida, no Centro Administrativo do Grupo Hospitalar Conceição (GHC).
Compondo a mesa de cerimônia, estavam o diretor técnico e o gerente de Ensino e Pesquisa do GHC, Mauro Sparta e Geraldo Jotz. O presidente da Soged, Edílson Machado, e o chefe do Serviço de Dor e Cuidados Paliativos do Hospital Conceição, Newton Barros. Na ocasião, diversos profissionais da saúde do Conceição e de outros hospitais da capital se reuniram para debater os avanços da área.
“Aliviar a dor traz benefícios ao paciente, à instituição e à sociedade”, declarou Barros, destacando que, do ponto de vista técnico, isto também eleva a qualificação profissional. Contribuir com a produção científica do hospital neste viés é, segundo ele, uma das principais metas do Serviço de Dor, já com 31 anos.
“Nós da GEP só podemos apoiar essa iniciativa”, declarou Jotz, saudando o colega. O gerente falou sobre a importância de profissionais capacitados no manejo da dor, especialmente em casos em que não há cura. “Essa parcela da população, que só tende a crescer, fica à margem da sociedade, pois não consegue trabalhar”, disse ele.
Mauro Sparta ponderou que historicamente a preocupação com a dor no processo assistencial é muito recente. “A posição do médico era muito autoritária, isso vem mudando. Hoje avanços na ciência trazem melhorias no atendimento e na qualidade de vida do paciente”, afirmou ele.
O presidente da Soged agradeceu a comissão organizadora do evento e a direção do GHC por proporcionar a discussão sobre a dor aguda e crônica no pós-operatório. Após as introduções da mesa de cerimônia, ele convocou Newton Barros para abrir o ciclo de palestras.
Newton apresentou a trajetória histórica do manejo de dor. Desde a primeira vez em que a anestesia geral foi utilizada, em 1846, até o marco teórico de John Bonica, em 1956, e a fundação de órgãos como a Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED). Quanto ao panorama atual, alertou sobre o alto índice populacional com dor crônica: a média brasileira está entre 30% e 40%.
Em seguida foram formadas as mesas "A Dor Pós-Operatória na Unidade de Internação", "Manejo da Dor Aguda Pós-Operatória", "Dor Crônica Pós-Operatória: Prevenção e Tratamento", pautando temas como analgesia preventiva, fisiopatologia da dor, entre outros.
Créditos: Lorenzo Leuck