Em busca de uma discussão relacionada à doença falciforme e o preconceito que gira em torno dela, a Gerência de Apoio do Grupo Hospitalar Conceição, por meio da Participação Cidadã e da Comissão Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Ceppir/GHC), realizou na tarde dessa quarta-feira, 12 de julho, o Simpósio Doença Falciforme: Desafios e Avanços no Cuidado e Tratamento da Doença, no Auditório Jahyr Boeira de Almeida.
O evento contou com a participação de Melissa Creary, mestre e doutora na Escola de Saúde Pública da Universidade de Michigan, que ressaltou que entre os principais desafios da doença estão a necessidade de coletar dados e informações sobre o assunto e o preconceito racial que a envolve, pois é mais prevalente na população negra.
O médico Fábio Moreno, responsável pelo Ambulatório de Hemoglobinopatias do Hospital Conceição, afirmou que, apesar de ser a doença genética mais comum do mundo, é sempre importante abrir discussão, pois ainda falta visibilidade.
O simpósio também contou com a presença da diretoria do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), representada pelo diretor técnico Mauro Sparta. Ele declarou “que dentro da complexidade do GHC, todos os assuntos que são inerentes à saúde são prioridade da direção técnica”. O diretor também ressaltou a importância da participação de Melissa Creary pelo conhecimento aprofundado, que enriqueceu o evento.
O GHC acompanha atualmente cerca de 80 pessoas com a doença.
Doença Falciforme
Doença Falciforme é uma doença hereditária causada por uma mudança no gene da hemoglobina. Os principais sintomas são anemia, dores ósseas e articulares e atraso no desenvolvimento infantil. É crônica e, se não houver tratamento necessário, a pessoa corre risco de morte. Apesar de ser a doença genética mais comum do mundo, são apenas 150 mil casos por ano no Brasil.
Créditos: Guilherme Bernst (Texto), Taina Flores (Fotos).