"A construção do Laboratório de Tuberculose é extremamente importante: representa um salto em termos do diagnóstico e tratamento da doença", afirma coordenadora do Laboratório de Análises Clínicas do Hospital Conceição (LAC/HNSC), Andréa Cauduro de Castro.
A fim de liberar exames de tuberculose com mais agilidade e precisão, uma Parceria Público-Privada entre o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) e o Instituto de Pesquisa em Aids do Rio Grande do Sul possibilitou a construção do Laboratório de Tuberculose do HNSC. O valor investido será cerca de R$ 800 mil, proveniente de doações feitas por meio do instituto.
Em andamento desde a primeira semana de julho, a obra ocorre no local onde funcionava o Serviço de Arquivo Médico e Estatística (Same) e tem sua duração estimada em quatro meses. O laboratório contará com equipamentos de última geração e terá nível de biossegurança 3 (NB 3), possuindo portas de contenção, pressão negativa - o ar de dentro do laboratório sairá por dutos verticais acima do prédio após filtragem de alta eficiência - e capelas de fluxo laminar.
Segundo o presidente do instituto, Breno Riegel Santos, médico infectologista e chefe do Serviço de Infectologia do Hospital Conceição, essa iniciativa é imprescindível tendo em vista que Porto Alegre é a capital brasileira com o maior coeficiente de incidência da doença, com 99 casos para cada 100 mil habitantes.
Já o médico pneumologista do Hospital Conceição Roberto Targa Ferreira, conta que, com um laboratório desse nível, o GHC tem a possibilidade de ser referência terciária para tuberculose no Estado. O farmacêutico bioquímico Ramon Marx explica que, além de aumentar a capacidade de processamento atual - cerca de 350 culturais e mil baciloscopias por mês -, a instalação possibilitará ampliar as técnicas oferecidas, como testes de sensibilidade e identificação de isolados. Esse aumento na capacidade de processamento suplantará a necessidade de laboratórios externos, qualificando e agilizando o tratamento de tuberculose do HNSC.
Créditos: Lorenzo Leuck