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25.07.2017 CEPPIR

Evento marca o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha no GHC

Data lembrou a mobilização de mulheres negras latino-americanas, ocorrida em 1992, em prol de demandas dessas mulheres. Cultura negra e empoderamento feminino foram temas centrais do evento
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Rosângela, Denise e Procópio deram as boas-vindas aos participantes.
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Franquilina Cardoso abordou as dificuldades e lutas enfrentadas pela população negra ao longo dos anos.
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Melissa Krause em apresentação musical que deu início ao evento.
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Mulheres atentas aos temas em debate.

Reafirmar a importância da luta e da resistência da mulher negra, esse foi o objetivo do evento alusivo ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado nesta terça-feira, 25 de julho, no Auditório do Hospital Fêmina. Promovido pela Gerência de Apoio do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), por meio da Comissão Especial de Políticas de Promoção de Igualdade Racial (Ceppir), a atividade reuniu profissionais e usuários em um debate que buscou ampliar e fortalecer a união e a mobilização das mulheres negras.

Na ocasião, a profissional do GHC Melissa Krause realizou UMA apresentação musical, que animou o público presente e deu início ao evento. O presidente da Ceppir, Celso Procópio, compôs a mesa de abertura da atividade e explicou a finalidade da reunião: “A proposta das ações aqui desenvolvidas, além de proporcionar momentos de alegria, é trazer conhecimento e educação para a população negra”.

De acordo com a coordenadora da Participação Cidadã do GHC, Rosângela Vianna, que na ocasião representou a diretoria do Grupo, o evento buscou o empoderamento feminino. “A atividade é uma maneira de reafirmarmos a importância da nossa luta por reconhecimento e pertencimento social”, afirmou Rosângela, que ainda agradeceu o apoio da direção do Hospital Fêmina, que se fez presente por meio da gerente de Administração, Denise Braga.

Para Denise, é importante fazer do encontro um momento de luta permanente pela igualdade. “Muito já se conquistou, mas ainda há muito que avançar quando se diz respeito à igualdade racial e de gênero”, frisou a gerente passando a palavra para a pedagoga e militante das relações étnico-raciais Franquilina Cardoso.

Franquilina abordou as dificuldades e lutas enfrentadas pela população negra ao longo dos anos. “Há 25 anos, nós já estávamos lutando, mas ainda hoje existem estudos que comprovam que mulheres negras ganham menos e morrem mais, cabe a nós lutar e resistir. O empoderamento depende de nós”, finalizou.

Ao final da roda de conversa, as palestrantes apresentaram um tutorial sobre como fazer turbantes. Um lanche também foi servido a cerca de 40 pessoas que estiveram no local.

A data

O Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha é resultado do 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, realizado em 1992, na República Dominicana. O encontro contou com a representação de mulheres oriundas de 70 países, que se reuniram para enfatizar a importância do reconhecimento de suas causas e lutas, tendo em vista que os movimentos feministas da Europa não incluíam as demandas das mulheres negras em seus debates.

Créditos: Graziella Silva