A Comissão de Controle do Tabagismo do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) promoveu na manhã desta terça-feira, dia 29 de agosto, a exibição da palestra "Cigarro: de símbolo de status à condenação", do psiquiatra João Maurício Maia. O evento, realizado no Auditório Jahyr Boeira, teve como objetivo alertar funcionários sobre os malefícios do uso contínuo do tabaco e marcou o Dia Nacional do Combate ao Fumo.
De acordo com a presidente da Comissão de Controle do Tabagismo, Marcelina Rizzotto Bauerfeldt, no Brasil, estima-se que anualmente 200 mil pessoas morrem em decorrência do uso de tabaco. “Nós devemos ter respeito à vida, à cidadania e ao meio ambiente e dar o exemplo de não fumar”, salientou Marcelina.
O diretor técnico do GHC, Mauro Sparta, que não consome tabaco desde 1987, realizou um breve resumo sobre o surgimento do tabaco e destacou os efeitos danosos do produto. “É um cuidado que nós temos que ter sempre, porque eu parei de fumar em 1987 e, às vezes, ainda tenho vontade de fumar. É uma eterna vigilância”, ressaltou o diretor, que complementou falando sobre os motivos que devem guiar a persistência de quem deseja se livrar do vício. “A vida é muito boa e nós temos muito o quê curtir com nossa família e nossos amigos”, finalizou.
O gerente de Recursos Humanos do GHC, José Ricardo Agliardi Silveira, saudando a todos, alertou para a importância de pensar no bem comum. "É importante refletir sobre como a nossa conduta impacta na vida das pessoas que nos amam e que amamos", disse. Na oportunidade, Silveira ainda parabenizou o trabalho de conscientização desenvolvido por Marcelina Bauerfeldt e demais profissionais da Comissão de Controle do Tabagismo do Grupo.
A gerente de Administração do Hospital Conceição, Carolina Ritter Ribeiro, alertou sobre a responsabilidade de cada um no controle do tabagismo. “Se vermos alguém fumando nos arredores do hospital é importante alertar sobre a importância de preservar o espaço hospitalar dos perigos do fumo passivo, especialmente porque podem ter crianças nas proximidades. Caso seja necessário ou vocês fiquem constrangidos ao abordar alguém, podem entrar em contato com os gerentes de Administração”, explicou.
O evento ainda contou com a presença da médica internista do Hospital Conceição Elaine Segura, que palestrou sobre os novos produtos desenvolvidos pela indústria a fim de continuar vendendo tabaco, como cigarro eletrônico e cigarros aromatizados. A médica, que trabalha na reabilitação pulmonar e controle do tabagismo, apresentou dados de um estudo realizado em 2015, que apontou a queda no número de fumantes no Brasil, nos últimos 25 anos. “Em 25 anos, nós reduzimos de 29% para 12% a quantidade de fumantes em nosso país. Isso é um motivo de orgulho para nós, porque vivemos lutando por direitos básicos. É bom notar que a educação em saúde vem sendo eficiente. Agora o nosso trabalho deve voltar-se principalmente aos mais jovens, que são atraídos pelas novas aparências do tabaco”, frisou.
Créditos: Graziella Silva.