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25.09.2017 RELIGIOSIDADE

GHC realiza 9ª Jornada Ancestral

Evento realizado no Espaço Inter-Religioso do Hospital Conceição conta com a exposição “A natureza altar de todos nós”, até as 19h desta terça-feira, 26
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Trabalhadores e usuários participaram do encontro.
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Everton Alfonsin, presidente da Fauers, explicou sobre a mostra de imagens.
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Everton Alfonsin e pais-de-santo João de Iemanjá e Jorge Mirim durante a roda de conversa sobre religiões de matriz africana.
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Exposição de imagens mostra pluralidade de religiões.
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Rosângela Vianna Bellos e Celso Procópio deram início à atividade.

Com organização da Comissão Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Grupo Hospitalar Conceição (Ceppir/GHC), em parceria com a Gerência de Apoio e a Participação Cidadã, deu início no GHC a 9ª Jornada Ancestral das Religiões de Matriz Africana, que tem como tema “Diversidade da Fé e Espiritualidade Promovendo Saúde”, no Espaço Inter-Religioso do Hospital Conceição (HNSC). A Jornada Ancestral iniciou no dia 24 de setembro, com a chegada da exposição “A natureza altar de todos nós”, que traz 18 imagens em tamanho real dos Orixás, Caboclos e Pretos Velhos, que ficarão expostas até amanhã às 19h.

Já na tarde desta segunda-feira, 25 de setembro, ocorreu a roda de conversa que contou com a participação de Everton Alfonsin, presidente da Federação Afro Umbandista e Espiritualista do Rio Grande do Sul (Fauers), que é a parceira responsável pela exposição, e dos pais-de-santo João de Iemanjá e Jorge Mirim. Logo após o bate-papo, foi realizada a cerimônia “Tributo a Xangô”.

A exposição que é apresentada pela segunda vez na Jornada Ancestral do GHC já foi realizada em 27 cidades do Rio Grande do Sul, mostrando a pluralidade nas religiões. Everton Alfonsin destacou a importância do GHC, que serve de exemplo por ter um programa que dá atenção à diversidade de religiões. “Esse espaço que o GHC tem de todas as denominações religiosas serviu de exemplo para cidade de Canoas, que é um município que hoje também tem um diálogo inter-religioso”.

Celso Procópio, presidente da Ceppir-GHC, salientou o valor da Jornada Ancestral e o que o espaço religioso pode proporcionar aos usuários do GHC. “Essa oportunidade é impar, ela é muito boa para os usuários do GHC, para os trabalhadores e para a instituição como um todo, não somente este momento, mas também destaco a importância da capela, que, muitas vezes, serve para proporcionar um momento de fé aos familiares e aos usuários que estão em busca de conforto e assistência espiritual”.

A coordenadora do Centro de Resultados da Participação Cidadã, Rosângela Vianna Bellos, apontou que o trabalho realizado pelo GHC de reunir diversas religiões no mesmo espaço deve seguir como exemplo para outros hospitais e instituições.

O objetivo da Jornada Ancestral é proporcionar uma discussão acerca do que acontece com as práticas populares, alternativas em saúde e como os religiosos de matriz africana trabalham para um atendimento com o olhar na fé, na saúde e na espiritualidade de cada pessoa. Também com vistas ao enfrentamento à discriminação e ao preconceito, incentivando as políticas afirmativas e reafirmando um novo modelo de atenção integral em saúde.

Créditos: Guilherme Bernst