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08.12.2017 ATENÇÃO À MULHER

Hospital Fêmina realiza seminário para discutir assistência à mulher vítima de violência sexual

Evento foi realizado pela Comissão de Assistência às Mulheres Vítimas de Violência Sexual do Hospital Fêmina em parceria com a Câmara Municipal de Porto Alegre
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Representantes do Hospital Fêmina e da Câmara de Vereadores no evento.
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Gerente de Administração do Hospital Fêmina, Denise Braga (ao microfone), mediou a mesa de abertura.
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Vereadora Comandante Nádia Rodrigues Silveira Gerhard foi uma das organizadoras do encontro.
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Funcionária do Hospital Fêmina, Sônia Mara Rosa Bispo encantou a todos cantando o Hino Nacional e a música O que é O que é, de Gonzaguinha.
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Público atento às palestras.

A convite da vereadora Comandante Nádia Rodrigues Silveira Gerhard, o Hospital Fêmina realizou o seminário “Mulheres Vítimas de Violência Sexual: Qualificando e Ampliando a Assistência” nessa quinta-feira, 7 de dezembro, no Plenário Ana Terra da Câmara Municipal de Vereadores. Organizado pela Comissão de Assistência às Mulheres Vítimas de Violência Sexual do Hospital Fêmina em parceria com a Câmara Municipal, o encontro foi dividido em duas abordagens.

Pela manhã, com mediação da mesa da gerente de Administração do Hospital Fêmina, Denise Maria Jornada Braga, os temas foram centrados em serviços do âmbito judicial de assistência à mulher. A vereadora Comandante Nádia, Procuradora Especial da Mulher no Município, fez a abertura do evento, ressaltando a importância da discussão dos temas para melhorar os direitos das mulheres e fez um agradecimento especial ao Hospital Fêmina e ao Grupo Hospitalar Conceição pela parceria na realização do encontro. A funcionária do Hospital Fêmina Sônia Mara Rosa Bispo realizou uma intervenção durante a abertura, cantando o Hino Nacional, seguido da música O que é O que é, de Gonzaguinha.

A promotora Ivana Machado Battaglin abriu a primeira mesa contextualizando a criação do conceito de patriarcado, quando os homens passaram a buscar exercer poder sobre outros homens e mulheres, estabelecendo o feminino como inferior. A partir de um breve retrospecto histórico, a promotora chegou aos dados recentes do mundo e do Brasil, mostrando que a cada ano 2 milhões de mulheres e meninas sofrem com a mutilação genital no mundo. Com percentual maior em países da África e do Oriente Médio, a ONU estima que, até 2030, mais de 86 milhões de meninas ainda serão mutiladas. No Reino Unido, onde a prática é considerada crime desde 1985, estima-se que já se tenha vitimado mais de 70 mil meninas e mulheres.

A promotora trouxe ainda dados que mostram o Brasil como primeiro lugar em casamentos infantis na América Latina e o quarto no mundo. 36% da população feminina se casa antes dos 18 anos no Brasil. O país ocupa o quinto lugar no ranking de feminicídio.

Na segunda mesa, a vereadora Comandante Nádia, apresentou um relato da Lei Maria da Penha. No ano de 2012, como tenente coronel do 19º BPM com atuação na Zona Leste de Porto Alegre, a Comandante implementou e coordenou a Patrulha Maria da Penha no Rio Grande do Sul, projeto pioneiro em âmbito nacional, que atende as mulheres com medida protetiva de urgência contra os agressores.

Ainda pela manhã, falaram a delegada da Polícia Civil Adriana Regina da Costa, apresentando dados sobre a violência, aspectos legais e o fluxo de atendimento pela Polícia Civil. Seguida pela psicóloga da Brigada Militar Iara Fasoli, que falou sobre a importância do acompanhamento psicológico na ocorrência. Durante o fechamento do primeiro turno do seminário, a gerente de Administração Hospital Fêmina, Denise Maria Jornada Braga, agradeceu a parceria de todas as palestrantes que somaram muito com dados e convidou a todos os presentes para o próximo encontro programado para ocorrer em março de 2018, em referência ao Mês da Mulher, no Hospital Fêmina.

Durante a tarde, com mediação da mesa do gerente de Internação do Hospital Fêmina, Eduardo Neubarth Trindade, o programa deu destaque ao segmento técnico, onde foram apresentados dados dos serviços prestados pelo hospital em assistência à mulher vítima de violência sexual.

Referência para o atendimento à mulher vítima de violência, o Fêmina conta com serviços de acolhimento, atendimento médico e acompanhamento pós-traumático. A Comissão de Assistência às Mulheres Vítimas de Violência Sexual do hospital é um núcleo multidisciplinar que atua, desde 2013, pela melhoria dos processos de atendimento à mulher vítima de violência que chega ao hospital. Dados do Hospital Fêmina mostram 77 atendimentos a mulheres vítimas de violência sexual nos últimos três anos, com 19 intervenções de aborto legal realizadas no mesmo período.

Créditos: Bruno de Barros (Texto e Fotos). Carolina Brum (Foto 1).