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20.12.2017 ACESSIBILIDADE

Túnel dos Sentidos sensibiliza funcionários e usuários do Hospital Conceição

Facilitar e ampliar o entendimento para a inclusão das pessoas com deficiência foi objetivo da atividade
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Membros da Ceppam/GHC.
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De olhos vendados, participantes no Túnel dos Sentidos tiveram estimulados sentidos de olfato, paladar, audição e tato.
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Ao final, participantes puderam deixar suas impressões no mural das sensações.
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Alguns dos participantes da atividade.

Realizado nesta quarta-feira, 20 de dezembro, em frente ao Espaço Inter-Religioso do Hospital Conceição, o Túnel dos Sentidos foi uma atividade sensorial alusiva ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, celebrado em 3 de Dezembro.

Em uma rota de oito minutos, os participantes tiveram a percepção dos sentidos aguçada a partir do estímulo de cada uma delas. De olhos vendados, todos tinham que lidar com a limitação enfrentada por um deficiente visual. Os sentidos de olfato, paladar, audição e tato foram estimulados um a um, cobrando esforço para o participante identificar o que lhe era oferecido sem o recurso visual. Todos receberam uma bengala guia e enfrentaram obstáculos postos no ambiente.

A gerente de Administração do hospital, Carolina Ritter Ribeiro, e a coordenadora do Centro de Resultados da Participação Cidadã, Rosângela Vianna Bellos, estiveram presentes na abertura da atividade e parabenizaram a ação realizada pela Gerência de Apoio e Centro de Resultados de Participação Cidadã por meio de iniciativa da Comissão Especial de Políticas de Promoção de Acessibilidade e Mobilidade do Grupo Hospitalar Conceição (Ceppam/GHC).

Carolina lembrou das limitações estruturais para promoção de uma ampla acessibilidade e destacou a importância destas iniciativas de integração. "Esta é uma oportunidade ímpar de conseguir se colocar no lugar do outro. O nosso colega deficiente visual estava junto e isso foi bem importante para ele perceber as nossas limitações para estas questões".

Funcionário do GHC há 25 anos, do setor de raio X, Altair Paulo Welter, deficiente visual desde o nascimento, acredita que a sensibilização é a melhor forma de explicar como é o dia a dia de uma pessoa com alguma deficiência. "Eu poderia explicar, ficar falando como é a vida de um cego. Alguma coisa as pessoas vão absorver, mas não tudo. O sentir é a melhor forma de entender nesse caso".

A diferença do piso tátil foi explicada aos participantes. Distribuído de duas formas, o piso direcional com relevo linear é utilizado em espaços públicos para orientação de percurso para deficiente visual. O piso tátil de alerta, com bolinhas em relevo, orienta o deficiente visual para um obstáculo em frente.

A percepção da leitura braile também foi apresentada. Também foi explicado que para cada folha escrita são necessárias quatro folhas para impressão em braile. Ao final, os participantes foram convidados a deixar suas impressões no mural das sensações.

Membro da Ceppam/GHC, Maria Salette Verdi, enfermeira do Hospital Conceição, destaca a importância da atividade para percebermos a dificuldade do outro. Para ela é preciso avançar a discussão sobre acessibilidade arquitetônica e também perceber a barreira atitudinal que muitas vezes é posta pela falta de consciência do indivíduo perante os deficientes. Criada em 2003, a Ceppam/GHC trabalha com ações de conscientização e busca por melhores condições de acessibilidade para todos os usuários. Além de pessoas com deficiência, o trabalho conscientiza para pautas de pessoas com mobilidade reduzida ou permanente, obesos e idosos, tanto trabalhadores como pacientes.

Créditos: Bruno de Barros.