Com o objetivo de proporcionar um momento de alegria para as crianças internadas no Hospital Criança Conceição (HCC), estudantes da Escola Estadual Aurora Peixoto de Azevedo vieram ao Anfiteatro do HCC na tarde dessa quinta-feira, 21 de dezembro, para apresentar o musical "A Bela e a Fera".
Alunos do sexto e sétimo ano da escola, localizada no bairro Sarandi, em Porto Alegre, realizaram a representação de quatro músicas inspiradas no filme "A Bela e a Fera". A professora de língua portuguesa e criadora do projeto, Luciana Lerina, destacou a importância desse momento para os alunos e para as crianças doentes. "Como professora eu não sei quem é mais beneficiado, se são as crianças do hospital ou os alunos que, apesar dos problemas, vieram aqui dar o seu melhor".
O coordenador da Recreação do HCC, Sérgio Dório, falou sobre a importância de esquecer um pouco o lado consumista do natal e mostrar que a data é muito mais especial do que isso. "Estar internado é um momento muito difícil para os pequenos, muito legal ver outras crianças fazendo caridade e trazendo conforto nessa data importante".
Após as apresentações a integrante dos Voluntários pela Vida GHC, Reni Célia Hayasaki, entregou para cada criança presente, um dinossauro, feito por ela. "Isso pra mim é muito emocionante, porque a gente vê a alegria nas crianças, elas precisam ganhar uma lembrancinha que ajudem a se distrair nesse momento difícil". Reni também comentou que os bonecos foram evoluindo e que ganha os tecidos de uma cooperativa para criar os pequenos dinossauros.
O projeto da Escola Aurora Peixoto de Azevedo serve para ajudar os estudantes que se encontram em situação de vulnerabilidade social. Eles ensaiam uma vez por semana e contam com a colaboração da direção e dos professores. Luciana Lerina garantiu que ele terá continuidade no ano de 2018."Nós notamos que os alunos mostraram grandes mudanças, tínhamos alunos que se cortavam, com depressão, alunos que não se relacionavam e com notas ruins que hoje estão se esforçando para entrar no projeto ano que vem". Ela afirmou que o projeto deixou de ser apenas interdisciplinar e que serve para melhorar a autoestima daqueles que precisam.
Créditos: Guilherme Bernst