Nesta época do ano, as praias brasileiras recebem turistas que se deslocam de outras cidades para aproveitar o período de férias e as altas temperaturas, como ocorre no litoral do Estado. No entanto, os acidentes com água-viva, que causam transtornos a veranistas, são recorrentes não só na região sul.
Diante dessa ameaça conhecida de longa data dos banhistas, alguns mitos foram criados, mas é preciso cuidado com os procedimentos após os acidentes com cnidários (águas-vivas e caravelas) para não piorar o quadro de dor e agressão à pele. O médico dermatologista do Hospital Conceição Paulo Andrade explica que o mais indicado é colocar, num primeiro momento, compressas de água marinha gelada. “Também compressas com vinagre se mostram efetivas no tratamento, e acho que o ideal seria alternar os dois procedimentos”, esclarece.
Ainda de acordo com Andrade, considera-se mito colocar urina no local, e o uso de água doce para lavar é contraindicado, uma vez que pode disparar nematocistos íntegros, que são o sistema de defesa do animal, podendo piorar o quadro. Expor o local atingido ao sol também não é adequado, porque a ação agressora que a radiação solar tem sobre a pele soma-se à acometida pela peçonha da água viva.
Mitos e verdades
- Lavar o local com água do mar: verdade
- Fazer compressa com vinagre: verdade
- Colocar urina na região da pele atingida: mito
- Não expor a pele ao sol: verdade
- Lavar com água doce: mito
Reação na pele
As marcas, segundo Andrade, se apresentam como uma dermatite no formato dos tentáculos ou filamentos que a água-viva apresenta. No caso das caravelas, por exemplo, são tentáculos longos. A intensa dor no local é causada pela peçonha neurotóxica e cardiotóxica, presente nos cnidócitos, que são células utilizadas para captura de presas e para a autodefesa.
Créditos: Diogo Zanella.