A médica de família e comunidade da Gerência de Saúde Comunitária do Grupo Hospitalar Conceição Claunara Schilling Mendonça participou, nos dias 26 e 27 de abril, do Grupo Consultivo Internacional, composto por representantes da Academia, da Sociedade Civil, da Sociedade de Profissionais, das Organizações Internacionais e de membros dos Governos, na preparação da comemoração do 40º aniversário da Declaração de Alma-Ata de 1978, um marco fundamental na saúde global e da importância da Atenção Primária à Saúde (APS) para o desenvolvimento dos sistemas de saúde nos países. Este ano, o mundo se unirá para comprometer-se com o fortalecimento da APS na Conferência Global sobre Atenção Primária à Saúde, organizada pela OMS, UNICEF e Ministério da Saúde do Cazaquistão, em outubro próximo. “É uma oportunidade de reafirmar os princípios da declaração, atualizando-os para os desafios atuais dos sistemas de saúde, destacando a importância da APS como base da Cobertura Universal de Saúde (UHC) e fundamental para cumprir os objetivos de desenvolvimento sustentável”, avalia Claunara.
A reunião teve quatro grupos de trabalho. O primeiro sobre Atenção Primária à Saúde como a base da cobertura universal de saúde e fundamental para cumprir os objetivos de desenvolvimento sustentável. O segundo sobre os Desafios e Oportunidades para a Atenção Primária à Saúde Centrada em Pessoas no Contexto da Cobertura Universal de Saúde e a Agenda de Desenvolvimento Sustentável.O terceiro discutiu a visão renovada da nova declaração e seu plano de implementação, bem como fez um levantamento de pessoas e instituições chaves nas regiões, para serem lideranças na conferência que ocorrerá em outubro.
O papel de Claunara se deu juntamente com outros professores de universidades da África do Sul, Austrália, Inglaterra, Casaquistão e Índia para apontar as questões fundamentais não concluídas que a declaração de 1978 trazia em seu arcabouço e mantê-las na declaração atual, que servirá de orientação para as futuras gerações: de que a Saúde é um direito humano fundamental, que as desigualdades são inaceitáveis, que os governos têm a responsabilidade pela saúde dos cidadãos e que a população tem direito de participar das decisões no campo da saúde. Foi apontado que o documento não deve ser centrado na prestação de serviços de APS, e sim na Atenção Primária à Saúde como uma estratégia com base na população que necessita do empenho dos governos para enfrentar a grande variedade de influências sobre a saúde e para atender às necessidades de saúde das populações