O Serviço Social do Hospital Cristo Redentor (HCR) realizou na manhã desta quarta-feira, 23 de maio, no Auditório do HCR a "Roda de Conversa: Você Consegue Olhar Além do Trauma? - Desvendando Caminhos para a Proteção Integral de Crianças, Adolescentes e suas Famílias". A atividade teve como objetivo proporcionar um espaço para discussão e troca de saberes sobre a atenção integral à saúde da criança e do adolescente e suas famílias com suspeita ou confirmação de violência.
A Roda de Conversa reuniu diversos profissionais que lidam com a temática diariamente. Após a abertura da atividade, foram apresentados dois vídeos explicando sobre a Linha de Cuidado e a Rede de Proteção para casos de violência contra crianças e adolescentes. Em seguida, cada profissional contou sobre sua área de atuação e, posteriormente, houve discussão e perguntas da plateia.
Estiveram na conversa, a enfermeira da Unidade de Traumatologista do HCR Glória Maria Cunha Grossini, a psicóloga da Unidade de Pediatria do HCR Virgínia de Campos Carmona e o médico do Ambulatório do Hospital Criança Conceição Leonardo Vasconcellos Severo. Também participaram a assistente social do Serviço de Atendimento à Família de Porto Alegre Carmen Ângela Costa, a inspetora da Polícia Civil do Posto do Hospital Cristo Redentor Mariana Mello Conci, a assistente social do 2º Juizado da Infância e Juventude de Porto Alegre Angelita Jerri de Assis Queiroz e os representantes do Conselho Tutelar de Alvorada Jefferson Jerri de Assis Queiroz e Carmen Rejane Madeira Araújo.
Conforme a comissão organizadora, representada pela assistente social do HCR Maristela Costa de Oliveira, considerando que o HCR é um hospital especializado em trauma, seria necessário uma reflexão e ampliação do olhar profissional, bem como sua intervenção na garantia da efetivação da proteção integral dos direitos de crianças, adolescentes e suas famílias no contexto da violação de direitos. Maristela também agradeceu os convidados e exaltou o apoio da direção do hospital e da Comissão de Cidadania de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa.
A assistente social do 2º Juizado de Infância Angelita Queiroz destacou seus dez anos de experiência lidando diretamente com o assunto e salientou que a troca de informações é fundamental para o trabalho adequado. "Penso que coletivamente esses fluxos e essa troca de informações entre as redes permitem celeridade e, com certeza, uma proteção integral. É com esse sentido que hoje eu desenvolvo o meu trabalho", finalizou Angelita.
A inspetora da Polícia Civil e plantonista no posto do HCR Mariana Mello Conci reforçou a ideia de que, se cada um fizer o seu papel, o trabalho pode ser melhor exercido. "Nós sabemos que acontecem vários casos de violência contra crianças e adolescentes, por isso, se cada um fizer o seu papel cuidando e protegendo eles estarão mais tranquilos. A chave desse trabalho está na prevenção e na educação", destacou Mariana.
A Comissão de Cidadania de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa entregou duas cartilhas aos presentes na atividade, do "Estatuto da Juventude" e "Autismo, Direito e Cidadania".
Créditos: Guilherme Bernst.