A “Semana de Prevenção do Câncer de Boca do Grupo Hospitalar Conceição (GHC)” ocorreu nos dias 29 e 30 de maio, em frente ao Ambulatório do Hospital Conceição (HNSC). No primeiro dia de atividades, o evento proporcionou aos usuários do hospital rodas de conversa com informações sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de boca, além de fornecer o teste que mede a quantidade de monóxido de carbono (CO) no pulmão, devido ao tabaco, uma das principais causas da doença. Já no segundo dia de atividades, o público pôde realizar exames de lesões orais em estande montado frente ao hospital.
O evento é alusivo ao Maio Vermelho, mês da luta contra o câncer de boca. Para o responsável técnico em Odontologia do GHC, Victor Fontanive, essa atividade é muito importante para a sociedade local, pois o Rio Grande do Sul tem um grande número de casos de câncer de boca comparado ao resto do país. “A cidade de Porto Alegre tem 170 novos casos a cada ano. Com uma ação dessas, podemos identificar o início de uma possível lesão bucal. No ano passado, a campanha diagnosticou um câncer de boca em um dos usuários que participou das atividades”, contou Fontanive.
Os funcionários do GHC participaram das rodas de conversa no primeiro dia de evento, reunindo aproximadamente 100 pessoas durante toda a atividade. A coordenadora do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO/GHC), Ana Paula Braun, conta que a instituição trabalha para a prevenção e o tratamento do câncer de boca. “Abrimos espaço para os funcionários do GHC para aproximar e informar sobre o processo que o usuário do hospital passa quando é diagnosticado. Existem três etapas dentro do Grupo: o diagnóstico, a prevenção e o tratamento. Mas antes, também existe todo um trabalho para a identificação precoce do câncer de boca”, explicou Ana.
No segundo dia da ação, participaram cerca de 150 usuários do HNSC para a realização dos exames de lesões orais. Eles também receberam orientações para a prevenção do câncer de boca. Os sinais de alerta nesses casos são feridas ou caroços que não cicatrizam em 14 dias, áreas vermelhas ou brancas na boca, sangramentos sem causa conhecida, rouquidão persistente e dificuldade para falar, mastigar ou engolir. “Para 2018, são esperados cerca 1.100 novos casos de câncer da cavidade bucal no Estado”, lembra Victor Fontanive.
Créditos: Guilherme de Faveri