O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) realizou na terça-feira, 29 de maio, no Auditório Jahyr Boeira de Almeida, no Centro Administrativo GHC, a palestra Tabagismo e Coração, sobre a conscientização para doenças cardíacas causadas pelo uso do tabaco. Promovida pela Comissão de Controle do Tabagismo do GHC (CCT/GHC), a atividade, conduzida pelo cardiologista do Hospital Conceição (HNSC) Alfeu Roberto Rombaldi, foi alusiva ao Dia Mundial Sem Tabaco, comemorado em 31 de maio.
O Coral Conceição, composto por funcionários do HNSC e sob regência do maestro Agostinho Ruschel, realizou apresentação dando início ao evento. A mesa de abertura contou com a presença da diretora-superintendente do GHC, Adriana Denise Acker, do diretor técnico do GHC, Mauro Sparta, do diretor administrativo e financeiro do GHC, José Ricardo Agliardi Silveira, e da presidente da CCT/GHC, Marcelina Rizzotto Bauerfeldt.
A diretora-superintendente Adriana Denise Acker destacou a importância do tema. “A partir da nossa missão de uma entidade pública de saúde, nada melhor que atuarmos na conscientização dos nossos funcionários e levarmos isso às nossas residências, sobre os malefícios do fumo”. O diretor técnico Mauro Sparta cumprimentou a presidente da CCT/GHC pelo empenho com a causa antitabaco na instituição. O diretor administrativo e financeiro José Ricardo Agliardi Silveira ressaltou a importância do evento, aonde o GHC é mais uma voz ativa inserida na sociedade gaúcha. Destacou que o tema é de valor para a diretoria de tal forma que, de imediato, atendeu demanda da comissão e, atualmente, na integração de novos funcionários do GHC está incluída a pauta do tabagismo. A presidente da CCT/GHC, Marcelina Rizzotto Bauerfeldt, em sua fala inicial, fez uma abordagem histórica sobre o Dia Mundial Sem Tabaco e destacou a colaboração da diretoria na causa com o estabelecimento da portaria 838/16, que proíbe o uso do fumo na área hospitalar da instituição.
Em seguida, na condução do evento, a presidente da CCT/GHC convidou o ex-fumante Luiz Paiva Sartori para realizar um depoimento. Fumante por 40 anos, Sartori contou sobre como, com o passar do tempo, entendeu que o cigarro prejudicava suas interações sociais, além de lhe causar insuficiência respiratória. A necessidade de cuidar da saúde da filha, que nascera doente e que permaneceu hospitalizada por quarenta dias, foi a maior motivação para Sartori manter-se distante do cigarro. Ele contou que treze anos após deixar o vício, ao buscar um médico por conta de crises de tosse e rouquidão, recebeu o diagnóstico de câncer na laringe. Após cirurgia e cinco anos de acompanhamento, no ano passado, Sartori foi considerado curado. Ele pontuou seu depoimento, lembrando que, caso não tivesse parado de fumar, não teria tido chance de sobrevivência.
O médico cardiologista do HNSC Alfeu Roberto Rombaldi usou uma linguagem informal de modo descontraído para trazer dados sobre o tabagismo e doenças cardíacas. As doenças cardiovasculares são a principal causa de mortalidade em todo o mundo. O uso do tabaco e a exposição passiva ao fumo contribuem para 12% de todas as mortes por doenças cardíacas. O médico apontou que, na faixa de homens com menos de 65 anos, estão 45% das mortes por doença coronariana, enquanto 40% das mulheres com mais de 65 anos têm morte por doença coronariana. Ainda segundo o cardiologista, homens fumantes entre 45 e 54 anos têm três vezes mais chances de morrer por infarto do miocárdio.
Rombaldi trouxe também dados sobre o mercado do tabaco e sua influência na economia do país. No ano de 2015, a venda de tabaco gerou R$ 12,9 bilhões de arrecadação em impostos. No mesmo ano, o tabaco causou R$ 56,9 bilhões de despesas médicas, gerando um saldo negativo de R$ 44 bilhões ao país. O médico apontou motivos para parar de fumar. Segundo Rombaldi, após dois dias sem fumar, o olfato e o paladar melhoram e, após três semanas, a respiração se torna mais fácil e a circulação sanguínea melhora. Após um ano sem fumar, o risco de morte por infarto é reduzido pela metade. Após cinco anos sem fumar, o risco de câncer de pulmão se reduz a 50%. Em período entre 5 e 10 anos posterior, o risco de infarto é igual ao dos não fumantes. Após 15 anos sem tabaco, o risco de câncer de pulmão se iguala a quem nunca fumou.
Instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Dia Mundial Sem Tabaco busca sensibilizar a população quanto aos graves problemas de saúde causados pelo uso dos produtos derivados do tabaco e estimular a reflexão em torno das leis de regulamentação do produto, da propaganda e do consumo do tabaco. Celebrado em 31 de Maio, a data foi fixada desde 1987. Em 2018, o tema definido pela OMS foi “Tabaco e Cardiopatias”, a fim de conscientizar sobre a ligação do tabaco com o coração e outras doenças cardiovasculares, que, combinadas, são as principais causas de morte no mundo.
Criada no ano 2000, a Comissão de Controle do Tabagismo do GHC, em articulação com as comissões de cada um dos hospitais do Grupo, é responsável pelas ações de conscientização de funcionários e usuários quanto à proibição do consumo de tabaco e derivados nas dependências da instituição. O Grupo Hospitalar Conceição presta assistência ao funcionário tabagista que busca parar de fumar. O funcionário que deseja contato com a comissão pode fazer pelo email comissaodetabagismo@ghc.com.br.
Créditos: Bruno de Barros.