O Voxel-Man ENT é um simulador exclusivo para treinamento de dissecção e de cirurgia. Ele combina o módulo Temporal para dissecção dos ossos temporais, associado a imagens em três dimensões (3D) e exames de tomografia computadorizada, bem como o módulo Sinus para dissecção e cirurgia endoscópica dos seios paranasais associado a exames de tomografia computadorizada. Com base na realidade virtual e na robótica, o equipamento oferece uma aparência próxima à intervenção real.
O simulador de tecnologia proprietária da empresa alemã Voxel-Man foi adquirido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e foi instalado na última terça-feira, dia 5 de junho, no Laboratório de Investigação Médica de Neuroanatomia, Otorrinolaringologia e Cabeça e Pescoço do Departamento de Ciências Morfológicas (DCM) da UFRGS, em projeto desenvolvido por Geraldo Pereira Jotz, Professor Titular do DCM/UFRGS, atualmente atuando como Gerente de Ensino e Pesquisa do GHC.
Conforme Jotz, por meio do convênio de cooperação entre a UFRGS e o GHC, os residentes em Otorrinolaringologia do Hospital Conceição terão acesso ao equipamento. "A partir deste ano, além do Curso de Dissecção de Osso Temporal já realizado pela universidade, os residentes em Otorrinolaringologia do HNSC terão acesso ao simulador para dissecar nariz e orelha em 3D". Instalado em um laboratório com peças anatômicas, associado a microscópios de última geração, microdebridadores, aspiradores, o simulador permitirá aos residentes a possibilidade de treinar o procedimento de dissecção em realidade virtual antes realizá-lo em peças anatômicas, para melhor prepara-los nas cirurgias com pacientes.
Segundo a fabricante, este é o primeiro Simulador em 3D Otorrinolaringológico desta tecnologia instalado na América Latina. O equipamento é ideal para obter uma compreensão completa da anatomia e das abordagens cirúrgicas em um ambiente seguro. Todos os procedimentos podem ser praticados sempre que necessário e os custos de um laboratório de treinamento cirúrgico podem ser reduzidos significantemente.
Créditos: Bruno de Barros