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04.07.2018 LUTADOR DO HCR

Técnico de enfermagem do Hospital Cristo Redentor também é campeão nas artes marciais

Marco Santos atua no bloco cirúrgico e acredita que o esporte muda vidas
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Marcos Santos trabalha no GHC há oito anos.
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Lutador conta com o apoio da equipe.
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Markinhos com a medalha de ouro do campeonato sul-americano.
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Atleta em primeiro lugar no pódio.

Por trás de um jaleco, uma touca e uma máscara, existe um talento do esporte dentro do Bloco Cirúrgico do Hospital Cristo Redentor (HCR). O nome dele é Marcos Santos, ou Markinhos para quem preferir. Aos 33 anos de idade, oito deles dentro do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), Marcos divide seu dia entre as cirurgias e o tatame.

Formado em Técnico de Enfermagem desde 2009, a sua profissão foi descoberta ainda em 2003, enquanto era militar. Havia necessidades para ocupação desta vaga no Exército e ele decidiu estudar. Trabalhou na área, se formou e logo ingressou no GHC. "Quando eu saí do Exército, fui trabalhar na Santa Casa, fiquei três meses lá e, depois de passar no concurso, vim para cá. Passei seis meses no Hospital Criança Conceição e depois vim para o bloco cirúrgico do Cristo", conta o técnico de enfermagem.

Além do seu dia a dia dentro do hospital, Marcos divide seu tempo com o esporte. Isso porque, também dentro do Exército, ele descobriu uma outra paixão: o Jiu-Jitsu. Durante sua infância, viu alguns familiares sendo jogadores de futebol. Na adolescência, também praticou capoeira. Mas se descobriu mesmo foi fazendo artes marciais nos tatames. Por mais que tenha tido esse contato quando militar, Markinhos só começou a treinar mesmo quando saiu do Exército. "Comecei mais por lazer, por ter uma atividade, junto com minha entrada aqui no GHC, e virou quase uma segunda profissão. Me dediquei mais a partir de 2012, que foi quando eu comecei a competir também", lembra Marcos.

Nasce um campeão

Markinhos começou a treinar mais forte em 2012 e, em três meses, já estava competindo na faixa branca, primeira modalidade do Jiu-Jitsu, que é dividida em cinco faixas: branca, azul, roxa, marrom e preta. Nesse início, não teve tanto sucesso. Seu destaque mesmo foi na faixa azul, onde conquistou seus primeiros títulos, sendo campeão gaúcho por duas federações e obtendo seu primeiro campeonato nacional, que foi o Sul-Brasileiro, em 2016. E não parou mais. Foi campeão, em Gramado, de um torneio realizado pela UEA JJF (Federação de Jiu-Jitsu dos Emirados Árabes Unidos), que hoje é uma das três principais federações do mundo.

Depois de todos esse destaque, Markinhos subiu para a faixa roxa, foi eleito um dos melhores do Estado e teve a oportunidade de disputar seu primeiro mundial, também em 2016, em Las Vegas, nos Estados Unidos. Porém, uma lesão atrapalhou sua preparação e fez com que não chegasse em suas melhores condições. "Não fui muito feliz porque me lesionei antes de ir, com uma lesão no quadril, o que me dificultou um pouco. Fui lá, lutei, e acabei perdendo nas eliminatórias, mas valeu como experiência e agora estou voltando", disse Markinhos, que irá embarcar novamente para Las Vegas no dia 18 de agosto, para participar do Mundial 2018.

Atualmente, Markinhos está liderando o ranking gaúcho, é vice-líder no geral na sua faixa e está preparado para a disputa desses torneios importantes. Este ano, ele já conquistou o campeonato gaúcho, foi campeão Sul-Americano e obteve o terceiro lugar no Campeonato Brasileiro da maior federação do Jiu-Jitsu, realizado em maio, em São Paulo.

O benefício do esporte no trabalho

Casado e com um filho, Markinhos tem que dedicar seu tempo aos treinos, ao trabalho e à família. E, para isso, ele acorda todos dia antes das 7h da manhã para se organizar, levar seu filho à escola e fazer seu treino físico. Após, seu compromisso é com o Bloco Cirúrgico do HCR, no qual trabalha no turno da tarde. Depois da rotina no hospital, ele volta para o treino de Jiu-Jitsu, onde se estende durante a noite.

Marcos acredita que seja uma rotina cheia, mas que, ao mesmo tempo, lhe dá mais disposição para o trabalho. "Eu digo que melhorou a minha qualidade de vida e de trabalho. E quando eu não vou treinar ou tenho um tempo, procuro ficar com minha família em casa. Hoje eu consigo conciliar todos os compromissos", conta o lutador.

Além de melhorar sua disposição, ele acredita que o fato de praticar uma arte marcial lhe deixa mais calmo para enfrentar as diversas situações que acontecem no bloco cirúrgico, seja com os pacientes ou até com colegas de trabalho. "Às vezes, não é todo mundo que está em um dia bom, tem que ter um manejo, então a luta me deixa pronto para isso, me acalma, me deixa mais sereno", lembra Marcos. E, dentro do hospital, ele tem o reconhecimento e apoio dos colegas.

Aos 33 anos, Marcos Santos acredita que o fato de ter escolhido sua profissão foi por gostar muito de trabalhar com pessoas, o que a Enfermagem e o Jiu-Jitsu lhe proporcionam. Hoje, além de lutar, ele também ajuda em projetos, dando algumas aulas e palestrando. "E acho que o legado do Jiu-Jitsu é muito parecido com o da Enfermagem, que é o de unir pessoas e passar mensagem de que pode dar certo. Eu quero chegar na minha faixa preta daqui a dois anos, ser professor e dar aulas", conta Markinhos. "Meu objetivo principal é passar a mensagem de que o esporte muda vidas". O lutador de Jiu-Jitsu do HCR acredita que praticar algum esporte, seja ele qual for, contribui para uma melhor qualidade de vida.

Principais conquistas no Jiu-Jitsu

- 3° colocado geral no circuito estadual de Jiu-Jitsu (Fjjrs) em 2014
- Campeão do Circuito estadual de Jiu-Jitsu (Fjjrs) em 2015
- Campeão gaúcho e 3º colocado geral na Copa Prime FGJJ (faixa azul/leve) em 2015
- Campeão da Copa Master Prime em 2015
- Vice Campeão do Floripa Open Internacional IBJJF Championship em 2015
- Campeão do Brasil National Pro UAEJJF em 2016 (Gramado-RS)
- Campeão Sul brasileiro (CBJJ) em 2016 (Florianópolis-SC)
- 3° colocado no absoluto do Sul brasileiro em 2016
- Campeão do International Pro UEAJJF em 2016 (Bento Gonçalves-RS)
- Campeão brasileiro CBLP em 2017 (Capão da Canoa-RS)
- 3° colocado no absoluto do campeonato brasileiro (CBLP) em 2017
- Vice Campeão Floripa fall Internacional Open IBJJF em 2017
- Campeão gaúcho na Copa Prime FGJJ em 2018
- 3° colocado no ranking geral da faixa roxa em 2018
- 3° colocado no Campeonato Brasileiro Cbjj/Ibjjf em 2018
- Campeão da IV e V etapas da Copa Prime FGJJ em 2018
- Campeão Sul Americano (South American Continental Pro UAEJJF) em 2018

Créditos: Rafael Martins