Grupo Hospitalar Conceição
09.07.2018 SAÚDE MENTAL

Caps II e Saúde Comunitária realizam atividade sobre ouvidores de vozes

No evento foram discutidas abordagens sobre a experiência de ouvir vozes e debates entre grupos
Abertura do evento contou com Simone Faoro Bertoni, Antônio Fernando Selistre e Aline Rosado Hernandes.
Luciane Prado Kantorski, da Universidade Federal de Pelotas, trouxe a experiência com outros grupos de ouvidores de vozes.
Público lotou o Auditório do ICD.

Ocorreu na manhã da última sexta-feira, 6 de julho, no Auditório do Instituto da Criança com Diabetes (ICD), o evento "Novas Abordagens em Saúde Mental: Grupo Ouvidores de Vozes". A atividade foi organizada pelo Centro de Atenção Psicosocial II Bem Viver (Caps II), com o apoio da Gerência de Saúde Comunitária do Grupo Hospitalar Conceição (GHC).

A mesa de abertura do evento foi composta pelo gerente de Saúde Comunitária do GHC, Antônio Fernando Selistre, a coordenadora de Saúde Comunitária do GHC, Simone Faoro Bertoni, e a assistente de coordenação do Caps II, Aline Rosado Hernandes.

Simone Faoro Bertoni ressaltou a importância de poder discutir um tema que instiga o interesse das pessoas. "Estamos atentos com o que está sendo debatido aqui, essa é uma ótima oportunidade de discutir, principalmente para poder encontrar alternativas para solucionar os problemas da saúde mental", falou a coordenadora da Saúde Comunitária.

Em nome do Caps II, Aline Rosado Hernandes falou sobre a importância de ampliar o conhecimento para poder ajudar aqueles que são ouvidores de vozes e para a prática na saúde em mental. "Desejo que esse momento instigue momentos de reflexão, contribuindo para a qualificação de nossas práticas em saúde mental, mas principalmente que seja um instrumento facilitador da ampliação do nosso olhar em relação aos usuários do nosso serviço que buscam auxílio para diminuírem seu sofrimento e a sensação de impotência frente à vida", destacou.

Em seguida começaram as palestras: "Ouvidores de Vozes: Abordagem Sobre a Experiência de Ouvir Vozes e Práticas" ministrada pela professora da Universidade Federal de Pelotas, Luciane Prado Kantorski, e "Experiência com Grupos e o Grupo de Ouvidores de Vozes" pelo psiquiatra do Hospital Conceição (HNSC) Luiz Ziegelmann. Após as palestras, foi realizado um debate com a participação do público que praticamente lotou o auditório.

Conforme destacou a arteterapeuta do Caps II e organizadora do evento, Deisi Macedo dos Santos, a importância de realizar a atividade se dá por conta do CAPS estar buscando atualizações e capacitações na área da saúde mental. Ela ressaltou que a maioria dos pacientes que participam do Grupo de Ouvidores de Vozes diz ouvir vozes, vê vultos e possui alucinações auditivas e visuais, inclusive outras que não são debatidas como as táteis, onde eles se sentem tocados. "São vozes que causam muito sofrimento para essas pessoas, ao ponto delas não viverem numa realidade igual à daquelas que não ouvem. Então temos que dar um caráter de importância porque é uma realidade que existe, as pessoas não se dão conta que essas vozes vêm da própria cabeça, então acaba sendo uma experiência única do paciente", comentou Deisi. O Grupo Ouvidores de Vozes se reúne a cada 15 dias na unidade do Caps II Bem Viver.

Creditos: Guilherme Bernst.