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31.07.2018 RELAÇÕES DE TRABALHO

Centro de Resultados Participação Cidadã do GHC promoveu curso de capacitação e formação em Políticas Afirmativas

Atividade debateu questões como racismo institucional e a garantia de vagas reservadas às pessoas negras
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Professor de Sociologia da UFRGS José Carlos dos Anjos.
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Advogada Letícia Lemos da Silva.
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Representantes dos setores envolvidos nos processos de admissão participaram da atividade.

O Centro de Resultados Participação Cidadã do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) realizou, no dia 26 de julho, o curso de capacitação e formação em Políticas Afirmativas, com o intuito de aprimorar ainda mais as avaliações realizadas na instituição pela Comissão de Heteroidentificação do GHC. Na ocasião, estavam presentes representantes dos setores envolvidos nos processos de admissão da instituição, tanto em procedimentos seletivos públicos, como para a Escola Técnica GHC, são eles: Comissão Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Ceppir), Gestão do Trabalho, Recrutamento, Assessoria Jurídica, Gerência de Ensino e Pesquisa e Comissão de Ética.

A atividade teve como objetivo debater uma questão fundamental e ainda pouco discutida nas instituições: o racismo institucional e a garantia de que as vagas reservadas às pessoas negras nos Processos Seletivos Públicos do GHC e nos cursos de formação da Escola Técnica GHC sejam asseguradas por quem de fato tem direito, conforme leis federais.

No primeiro momento do curso, o professor de Sociologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) José Carlos dos Anjos comentou sobre casos de fraudes realizadas em concursos por pessoas visivelmente não negras, que prejudicam as instituições. “É importante levar em conta o fenótipo da pessoa. Isso é fundamental na hora da avaliação”, afirmou José Carlos. Já no segundo momento, a advogada Letícia Lemos da Silva comentou sobre as ações afirmativas de políticas públicas, que visam corrigir desigualdades raciais presentes na sociedade, acumuladas ao longo de anos, “a discriminação é muito forte nas relações de trabalho em nossa sociedade. Sabemos quem é discriminado, são os negros”, salientou a advogada.

Créditos: Guilherme de Faveri