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20.08.2018 CEPPIR

GHC realiza seminário alusivo ao Dia Estadual da Doença Falciforme

Na oportunidade, também foi comemorado os 40 anos do Movimento Negro Unificado
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Integrantes da abertura do evento parabenizaram o MNU e apontaram importância da discussão sobre a doença falciforme.
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Representantes da Ceppir/GHC também saudaram os participantes.
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Público presente se inteirou sobre a doença, que acomete principalmente a população negra.

Na tarde da última sexta-feira, 17 de agosto, a Comissão Especial de Políticas de Promoção de Igualdade Racial do Grupo Hospitalar Conceição (Ceppir/GHC) promoveu, no auditório do Instituto da Criança com Diabetes (ICD), o seminário alusivo ao Dia Estadual da Doença Falciforme. Junto a isso foi comemorado o aniversário de 40 anos do Movimento Negro Unificado (MNU).

A coordenadora do Centro de Resultados Participação Cidadã, Rosângela Bellos, enalteceu os 40 anos do MNU e lamentou o fato de que, mesmo se discutindo este tema há tanto tempo, ainda possa ter situações de discriminação social. "O movimento é extremamente importante na luta da preservação dos direitos das pessoas e da população negra em todos os âmbitos”, disse ela.

A discussão desse tema foi feita em razão da doença falciforme acometer, especialmente, a população negra. Diante disso, foi realizado um debate sobre os sintomas, perigos e tratamentos que podem ser feitos para que o paciente possa ter uma melhor qualidade de vida. A presidente da Associação Gaúcha de Doença Falciforme (Agafal), Neusa Carvalho, conta que a entidade atua na busca de políticas públicas para um melhor tratamento. "Existe uma morbidade ao longo dos anos e, no teste do pezinho, pode ser diagnosticada esta doença, fazendo com que seja iniciado o tratamento precoce, podendo evitar muitas complicações", defende Neusa.

Já médica hematologista e oncologista Alessandra Paz, que também é coordenadora do serviço de Hematologia e Oncologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), acredita que a informação pode contribuir para que a doença seja mais conhecida e melhor tratada. "É uma doença hereditária que causa uma série de complicações por conta de uma alteração no glóbulo, podendo ter até risco de morte do paciente", disse a médica.

Ela também destacou o fato de a doença ser praticamente invisível, onde se nota o que o paciente está sentindo, mas não se encontra nenhuma alteração no seu quadro clínico. "A pessoa olha, acha que está tudo bem, mas, na verdade, ela realmente está com sintomas de dor por eventos isquêmicos que estão acontecendo e que a gente, muitas vezes, não visualiza", argumenta.

Para o médico hematologista e oncologista Marcelo Capra, coordenador do Serviço de Hematologia e Oncologia do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC) e presidente do Departamento de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), a doença pode ser diagnosticada de duas formas. "Tem pacientes que são apenas portadores, e a gente chama de traço falciforme, sendo pessoas assintomáticas, que vão ter uma vida normal. E tem os pacientes que têm formas mais graves, que a gente chama então de doença falciforme", explica ele.

Capra também destaca que a doença acaba causando o entupimento das veias, gerando problemas de infecções, trombose e anemia, por exemplo, sendo bastante complexa quando o paciente tem a forma mais grave. "É uma doença que afeta todos os órgãos do organismo. Então ela é muito complexa e, para o tratamento, é necessário uma equipe multiprofissional de hematologistas, fisioterapeutas, pediatras, oftalmologistas, psicólogos, nutricionistas, entre outros", disse o coordenador. Ele também destacou que, com a construção do novo Centro de Hematologia e Oncologia do GHC, será possível dar um atendimento ainda mais qualificado para os pacientes com essa doença.

Créditos: Rafael Martins.