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28.08.2018 RECONSTRUÇÃO

Jornada de Psicologia do HCR aborda desafios de cuidados e seguimento da vida na tetraplegia

Evento foi alusivo ao Dia do Psicólogo
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Mesa reuniu profissionais da equipe multiprofissional.
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Psicóloga Maristela Costa Leivas e gerente de Internação do HCR, João Albino Potrich, na abertura do evento.
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Ex-pacientes do HCR fizeram relato da trajetória.
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Profissionais presentes no encontro.

Foi realizada na última sexta-feira, 24 de agosto, no auditório do Hospital Cristo Redentor (HCR), a Jornada de Psicologia do HCR. O evento promovido pelo Serviço de Psicologia do hospital teve como tema “Tetraplegia, o Cuidado e o Seguimento da Vida” e foi alusivo ao Dia do Psicólogo, comemorado em 27 de agosto.

No Grupo Hospitalar Conceição (GHC), o Serviço de Psicologia foi criado em 1987 no Hospital Conceição, sendo expandido aos demais hospitais do Grupo nos anos seguintes. O HCR conta com Serviço de Psicologia desde 1989. "Hoje somos cinco psicólogos e multiplicamos nosso trabalho com a incorporação e formação de estudantes dos anos finais da graduação, com atuação nas áreas de Internação de Queimados, Cirurgia Geral, Cirurgias Especializadas, Traumatologia, Pediatria e Neurocirurgia, além de acompanhamento em pós-alta com atendimento ambulatorial junto ao Serviço de Reabilitação", destacou a coordenadora do Serviço de Psicologia do HCR, Maristela Costa Leivas, em sua fala na mesa de abertura.

O gerente de Internação do HCR, João Albino Potrich, representou a diretoria do GHC na mesa de abertura e, ao cumprimentar os presentes, ressaltou a importância do tema do encontro nas rotinas do hospital. "A tetraplegia hoje não é mais uma doença do paciente e sim o estado que a pessoa está. Após adquirida por um motivo qualquer, passada a fase difícil de recuperação, ela precisa se adaptar a vida novamente", destacou o gerente.

O primeiro painel contou com profissionais da equipe multiprofissional no cuidado com o paciente tetraplégico do HCR. Coordenada pelo psicólogo Ricardo de Oliveira, a mesa contou com o médico André Cecchini, a enfermeira Cláudia Steiger, a assistente social Débora Abel, o fisioterapeuta Marcelo Rieder e a psicóloga Bibiana Dias Alexandre que compartilharam os processos de assistência de cada especialidade, além de refletirem a importância da integração das diferentes áreas no cuidado ao paciente tetraplégico. "Um paciente tão complexo e com tantas necessidades de saúde não há uma só especialidade que possa cuidar dele sozinho. Nós todos, cada um com seu saber e suas habilidades, precisamos atuar juntos, pois só assim nós vamos ter sucesso e vamos conseguir restabelecer a saúde deste paciente e mandá-lo pra casa, de uma maneira segura, para o convívio social e com sua família", destacou a enfermeira Cláudia Steiger em sua fala.

Em seguida, três ex-pacientes do HCR participaram da mesa Lesão Medular - Cuidado e Protagonismo para Exercício da Cidadania. Coordenada pela psicóloga da Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência e com Altas Habilidades no Rio Grande do Sul (FADERS) Patrícia Rosa Balestrin, a mesa contou com relatos de Vitória Bernardes, Lisiane Siqueira e Benites da Cruz Lobato. O momento muito aguardado pelos presentes foi de escuta atenta pelos profissionais que agradeceram aos ex-pacientes a oportunidade de ouvir as trajetórias de cada um.

O último painel foi com a convidada Patrícia Balestrin que apresentou a palestra O Corpo como Enigma na Tetraplegia. Fruto de um acompanhamento de dois anos da psicóloga junto a cinco pacientes tetraplégicos do HCR, o trabalho deu forma à tese de doutorado em Psicologia Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) de Patrícia. A tese partiu de uma experiência de escuta de sujeitos que ficaram tetraplégicos por causa de um evento traumático a fim de mapear o que a escuta poderia revelar sobre o corpo e a (re)construção do circuito pulsional. Conforme a psicóloga, essa discussão permite estabelecer princípios norteadores para uma política pública que vise à assistência àqueles que se viram no desafio de reconstruir a vida por conta da tetraplegia.

Créditos: Bruno de Barros