A Gestão de Riscos do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) e equipes de Gestão de Risco Assistencial do GHC com o apoio da Diretoria da instituição realizaram na tarde dessa quarta-feira, 12 de setembro, o seminário "Paciente como Agente de Sua Segurança", no Auditório Jahyr Boeira de Almeida, no Centro Administrativo GHC. A atividade teve como objetivo sensibilizar gestores e profissionais da instituição para a importância da transparência na ocorrência de eventos adversos em saúde.
O ponto principal do evento foi o relato de Francisco Cruz Lima e Sandra Lima que contaram sobre a experiência dolorosa da perda de sua filha Julia Lima, em um hospital de São Paulo e como a transparência da instituição de saúde foi essencial para que os próximos passos fossem tomados. Após esse fato, foi criado um protocolo que já salvou várias vidas. O casal tem contribuído por meio de palestras e eventos em saúde para a promoção das mudanças nos procedimentos e na conduta dos profissionais.
A mesa de abertura do evento foi composta pela diretora-superintendente do GHC, Adriana Denise Acker, o diretor técnico do GHC, Mauro Sparta, o diretor administrativo e financeiro da instituição, José Ricardo Agliardi Silveira, e a assistente de Coordenação da Gestão de Riscos do GHC, Vanessa Menezes Catalan. A diretora-superintendente Adriana Denise Acker agradeceu a iniciativa da Gestão de Riscos e destacou a presença das lideranças que podem disseminar o aprendizado nas demais unidades do Grupo Conceição. Adriana também ressaltou a importância de poder falar sobre um caso real, visando sensibilizar os presentes.
Já Mauro Sparta afirmou ser sempre importante poder abrir um espaço para discussão dentro do corpo assistencial. "Nós estamos tratando de uma temática que até pouco tempo quase não se falava, os profissionais de saúde têm obrigação em tentar melhorar, para evitar esse tipo de situação", disse o diretor técnico.
José Ricardo Agliardi Silveira salientou que o evento serve para fazer uma ampla reflexão no próprio cotidiano. "Aqui nos dedicamos a processos de trabalho cujo foco principal é o cuidado. Processos assistenciais exigem sensibilidade em todas as etapas. Precisamos estar vigilantes a tudo, inclusive ao vocabulário utilizado. Na diversidade das profissões que existem em nossa instituição, da sua maneira, todos exercem o cuidado, todos precisam ter claro seu protagonismo de profissionais de saúde”.
A assistente de Coordenação da Gestão de Riscos, Vanessa Menezes Catalan, avaliou a importância do tema. "É muito importante tratar dessa temática, pois hoje somos profissionais, mas amanhã podemos ser pacientes, familiares, então a pergunta que fica é como a gente quer ser tratado ou cuidado dentro de uma instituição de saúde?", disse. Vanessa ainda ressaltou que as pessoas que fizeram parte do debate têm na sua trajetória um histórico sobre a Segurança do Paciente.
Em seguida ocorreu uma mesa-redonda com o tema "O Erro na Percepção do Paciente e Familiar: Qual o Meu Papel como Profissional?". A mesa foi mediada por Priscila Coelho Amaral, médica do Hospital Criança Conceição, e contou com a participação de André Machado, da Comissão de Ética e Conduta do GHC, Deisi Fonseca, da Coordenação da UTI do Hospital Cristo Redentor, o presidente da AMEHC, Justo Leivas, e a enfermeira da Coordenação do Centro Cirúrgico do Hospital Conceição Patrícia Colatto.
Créditos: Guilherme Bernst.