A fim fomentar a discussão e compreensão de que forma e em que medida, no âmbito das humanidades, as diversas formas de narrativas podem contribuir para a humanização em saúde, seja no âmbito formativo, na prática e na pesquisa, foi realizado na sexta-feira, 14 de setembro, o primeiro Workshop Narrativas em Saúde do Grupo Hospitalar Conceição (GHC). Promovido pelo Grupo de Pesquisa Narrativas em Saúde, vinculado às gerências de Saúde Comunitária (GSC) e de Ensino e Pesquisa (GEP) do GHC, o encontro foi divido em abordagens teóricas e práticas ao longo de todo o dia.
O evento contou com a participação do declamador Bernardino Fialho, usuário da Unidade de Saúde Nossa Senhora Aparecida do GHC, que declamou dois poemas na abertura, dando início ao evento. Durante a manhã, foram projetadas imagens da exposição Nosocrônica Cuidado, Aprendizado, Arte e Ciência, parte da dissertação de mestrado do fisioterapeuta Diego Kurtz pela Escola GHC. Participaram da mesa de abertura o gerente de Ensino e Pesquisa do GHC, Geraldo Jotz, o gerente de Saúde Comunitária do GHC, Antônio Selistre, a coordenadora do Serviço de Saúde Comunitária do GHC, Simone Bertoni, e a terapeuta ocupacional da GSC/GHC e representante do Grupo de Pesquisa Narrativas em Saúde Marta Orofino. Emocionada, a terapeuta agradeceu o apoio das gerências para os trabalhos do grupo, aos presentes e aos integrantes do grupo pela organização do encontro.
A coordenadora do Serviço de Saúde Comunitária do GHC, Simone Bertoni, em sua fala, destacou a abordagem proposta pelo grupo. “Tenho tido o prazer de acompanhar pessoas criativas que trazem esse arejamento para pensar as práticas. Nós que trabalhamos com saúde, em uma instituição do porte do GHC, temos a oportunidade e o desafio de poder ousar e criar pensando em tecnologias leves de promoção à saúde”, pontuou a coordenadora. O gerente da GSC/GHC, Antônio Selistre, agradeceu a parceria com a GEP/GHC no projeto e ao grupo responsável por pensar e propor o trabalho. “Já sinto o resultado positivo deste evento pela sensibilidade da doutora Marta Orofino ao iniciar sua fala. Agradeço a todos os presentes que tem se envolvido de forma carinhosa pelo bom resultado do evento, que visa qualificar nosso convívio com a saúde principalmente no Sistema Único de Saúde”, falou Selistre.
“As experiências de vida contadas por alguns fazem parte do processo terapêutico de pessoas que estejam passando por doenças crônicas e agudas. É muito importante em um hospital voltado ao SUS se discutir e levar essa experiência a diante, pois cada vez mais as pessoas adoecem muitas vezes até por falta de conversa”, falou o gerente da GEP/GHC, Geraldo Jotz, incentivando o grupo a ampliar atuação e reiterando o apoio da GEP à inciativa.
Pela manhã, no Auditório Jahyr Boeira de Almeida do Centro Administrativo GHC, uma mesa com mediação do técnico em educação da GEP/GHC Elisandro Rodrigues reuniu a terapeuta ocupacional e pesquisadora do Grupo de Pesquisa Narrativas em Saúde, Marta Orofino, e a professora dos cursos de Letras e de Fonoaudiologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Luiza Milano. A terapeuta ocupacional Marta Orofino falou sobre o contexto e o processo de criação e atuação do grupo de pesquisa. A professora Luiza Milano compartilhou experiências do grupo de leitura em voz alta que coordena e que tem encontros semanais em um bar da capital.
À tarde, os participantes foram divididos em quatro grupos para oficinas conduzidas pelos pesquisadores do Grupo de Pesquisa Narrativas em Saúde do GHC, o fisioterapeuta do Hospital Criança Conceição Diego Kurtz, a médica da Unidade de Saúde Jardim Itu Renata Pekelman, a psicologa da Unidade de Saúde Coimma Luciana Barone e a médica da Unidade de Saúde Santíssima Trindade Maria Amélia Medeiros Mano.
Após as atividades, os grupos se reuniram no Auditório Jahyr Boeira de Almeida para apresentarem os resultados dos exercícios. Momento que contou com a participação do escritor Luís Augusto Fischer e do psicólogo, músico e compositor Thiago Ramil.
Créditos: Bruno de Barros