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21.09.2018 SETEMBRO AMARELO

GHC realizou 3ª Jornada de Prevenção do Suicídio e Valorização da Vida

Atividade apresentou um panorama sobre a situação no país e estratégias de prevenção
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Marina, Sparta, Sirena, Michele e Agliardi.
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Mesa de debate contou com Francilene Rainone, Andrea Volkmer, Ivana Varela e Clori Pinheiro.
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Psicóloga Priscila Lawrenz apresentou a palestra "Quando o Sofrimento Bate à Porta: Estratégias de Acolhimento".
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Evento teve a participação de cerca de 130 profissionais.
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Comissão organizadora do evento.

O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) promoveu na manhã do dia 19 de setembro, a 3ª Jornada de Prevenção do Suicídio e Valorização da Vida. O evento faz parte da campanha Nacional de Prevenção do Suicídio e Valorização da Vida - o Setembro Amarelo, do Ministério da Saúde, cujo tema é abordado em todo o Brasil e em outros países. Este mês, é dedicado a ressaltar a importância de informar e alertar a população sobre o suicídio. Ao todo, 130 pessoas compareceram ao evento.

A atividade apresentou estratégias de prevenção, identificou a situação epidemiológica das tentativas de suicídio no Brasil, no Rio Grande do Sul e em Porto Alegre, também mostrou as experiências do GHC na atenção à tentativa de suicídio e abordou a promoção da saúde e valorização da vida. Além disso, o debate buscou incentivar o auxílio e o tratamento de pessoas que sofrem com transtornos mentais como depressão, bipolaridade, esquizofrenia, alcoolismo, entre outros. O suicídio ocorre, na maioria das vezes, em pessoas com depressão crônica, essa doença atinge 350 milhões de pessoas no mundo, tendo uma taxa de suicídio de 33,6%, segundo dados do Ministério da Saúde.

Na mesa de abertura, estavam presentes o diretor técnico do GHC, Mauro Sparta, o diretor administrativo e financeiro do Grupo, José Ricardo Agliardi Silveira, e o coordenador de Pesquisa da Gerência de Ensino e Pesquisa (GEP), Sérgio Sirena, que representou no ato o gerente de Ensino e Pesquisa da instituição, Geraldo Jotz. Também estavam na mesa a enfermeira docente da Escola GHC Michele da Rosa Ferreira e a psiquiátrica do Hospital Conceição Marina da Silva Neto, integrante do grupo de trabalho sobre violência.

O diretor técnico, Mauro Sparta, salientou a importância do assunto dentro da instituição e elogiou a comissão organizadora por trazer o tema para o Grupo. “O Rio Grande do Sul é um dos Estados com as maiores taxas de tentativas de suicídio no Brasil. O suicídio é a segunda maior causa de morte no mundo, perdendo apenas para o acidente de trânsito. O Ministério da Saúde vem se preocupando, pois são questões que precisam ser analisadas e enfrentadas. Depois das discussões vêm as ações, e o GHC está prestando um excelente serviço para combater o suicídio na região”, destacou Sparta.

O diretor administrativo e financeiro do GHC, José Ricardo Agliardi Silveira, também destacou ser importante abordar este tema. “A conversa sempre abre a possibilidade de novas perspectivas, seja na singularidade ou no coletivo. A jornada propõe reflexão. Nós precisamos estar solidários, receptivos, abertos ao diálogo. O quê nossa conduta, nosso comportamento provoca no outro? Nós incentivamos, motivamos o quê em todos que fazem parte do nosso cotidiano? Seja na empresa, na família e na vida em sociedade”. Ao concluir, parabenizou a organização do evento.

Já o coordenador de Pesquisa da GEP, Sérgio Sirena, ressaltou a relevência que o debate tem sobre o assunto em alertar a população e profissionais, que lidam com pessoas que sofrem de depressão. Ele ressalta o dado alarmante levantado por Sparta e complementa: “O suicídio é a segunda causa de morte em jovens no mundo. Isso é um sinal de alerta grave, pois infelizmente esses números só cresceram nos últimos anos no Brasil”, contou Sirena. “Ações como essas são e têm tido um papel fundamental para combater as tentativas de suicídio no mundo. A GEP vem pesquisando sobre o tema e criando um mapa detalhado de quem e como são as pessoas vítimas desse mal”, comentou.

A enfermeira, Michele da Rosa Ferreira, que fez parte da comissão organizadora do evento, destacou a importância de informar o tema para todos os profissionais da saúde e de criar mais espaços de discussões sobre o assunto. “Nosso interesse pelo tema vai ao encontro da proporção do aumento de casos de violências autoprovocada. Um grave problema de saúde pública, determinando altas taxas de mortalidade e de hospitalização. O Rio Grande do Sul figura como um dos Estados com as mais altas prevalências deste agravo, sendo o dobro da nacional. Esses dados por si só falam sobre a relevância de trazer o tema para o GHC”, contou Michele.

“Nosso objetivo hoje, é sensibilizar os profissionais do nosso hospital, para acolher os pacientes que tentaram se suicidar, realizando notificações desses casos e um encaminhamento adequado ao serviço de saúde mental e de assistência social. Isso é fundamental para esse paciente que tentou suicídio, pois assim podemos prevenir essas mortes”, salientou a psiquiátrica do Hospital Conceição Marina da Silva Neto. Ela também ressaltou o importante trabalho que a instituição vem realizando para prevenir e diminuir o número de tentativas de suicídio em Porto Alegre: “Desde 2012 passaram a ser notificados todos os casos de violência no hospital, possibilitando verificar o panorama dos casos de tentativa de suicídio entre nossos pacientes. Segundo o número do serviço de Epidemiologia do Hospital Conceição, até julho deste ano, foram 773 casos de tentativas de suicídio notificados, dos quais 330 foram transferidos para nossa internação psiquiátrica”, apontou Marina.

O Brasil é o oitavo país no mundo com a maior prevalência de suicídio, com uma média de 11 mil mortes ao ano, sendo sua a grande maioria por homens. O encontro proporcionou uma mesa de debate sobre o “Cenário das Tentativas de Suicídio no Rio Grande do Sul”, trazendo dados de tentativas de suicídio no país, no Estado, na capital e nos hospitais do GHC. Participaram dessa discussão, a coordenadora estadual de Doenças e Agravos Não Transmissíveis do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), Andrea Volkmer, a coordenadora da Vigilância de Violência Interpessoal e Autocuidado de Porto Alegre, Francilene Rainone, e a médica do Núcleo de Epidemiologista do Hospital Conceição Ivana Varela. Por fim, também foi realizada a palestra “Quando o Sofrimento Bate à Porta: Estratégias de Acolhimento”, apresentada pela psicóloga Priscila Lawrenz, responsável pela Coordenação do Grupo de Pesquisa Violência, Vulnerabilidade e Intervenções Clínicas da PUC-RS.

Créditos: Guilherme de Faveri