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23.11.2018 TREINAMENTO

Hospital Cristo Redentor realiza Simulado de Atendimento a Múltiplas Vítimas

A realização da atividade visou testar o Plano de Contingência de Atendimento a Múltiplas Vítimas, além de aprimorar os processos e revisar fluxos de assistência às vítimas
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Ação simulou atendimento de vítimas de capotagem de ônibus.
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Atividade envolveu diversos setores do hospital.
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Equipes de prontidão.
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Alunos de Medicina e Enfermagem participaram da atividade.

Na manhã desta sexta-feira, 23 de novembro, foi realizado na Emergência do Hospital Cristo Redentor (HCR), o Simulado de Atendimento a Múltiplas Vítimas. O evento contou com a participação de 50 acadêmicos dos cursos de Enfermagem e Medicina da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).

A realização do Simulado visa testar o Plano de Contingência de Atendimento a Múltiplas Vítimas da instituição, além de aprimorar os processos e revisar fluxos de assistência às vítimas, com o envolvimento de todos os setores do hospital. Esse plano foi criado em 2014, por conta da Copa do Mundo realizada no Brasil. O Ministério da Saúde preconiza que os hospitais de trauma realizem uma vez por ano esse tipo de atividade, para que essas instituições estejam preparadas para uma eventual catástrofe.

O caso simulado foi de capotagem de ônibus, que atingiu 30 vítimas, que foram divididas entre as salas vermelha, amarela e verde da emergência. O cenário contou com a presença de familiares, jornalistas, voluntários, fiscais da EPTC e Bombeiros. Os atendimentos tiveram um sequênciamento mais próximo da realidade e envolveu Emergência, Serviços Auxiliares de Diagnósticos e Tratamento (SADT), Bloco Cirúrgico, Assessoria de Imprensa do GHC e demais áreas de apoio. Os casos foram criados pelos estudantes da Liga de Emergência e Trauma da Medicina da UFCSPA.

A idealizadora do projeto no HCR, assistente de coordenação da Emergência Lílian Frustockl, destacou a importância de poder revisar esse plano de contingência uma vez por ano. "Essa é uma grande oportunidade, pois testa o hospital como um todo. Esperamos nunca precisar utilizar esse plano, mas é importante experimentar as nossas reais condições internas para podermos atender esses acontecimentos", falou.

Já o gerente de Internação do HCR, João Albino Potrich, destacou que essa atividade é importante tanto para instituição quanto para os alunos que estiveram presentes. "Poder fazer isso é de muita relevância, já que treinamos todo o corpo funcional do hospital, além disso, os próprios estudantes que vieram aqui nos ajudar podem aproveitar esse momento para o futuro em suas carreiras", salientou o gerente.

A coordenadora de Enfermagem do Hospital Cristo Redentor, Maria Isabel Michel Batista, agradeceu a participação dos estudantes de Medicina e Enfermagem e destacou a oportunidade de poder estar se atualizando. Além disso, ela ressaltou que, após o término do simulado, é realizado um briefing, onde os participantes discutirão formas de poderem melhorar cada vez mais o atendimento.

A docente do Departamento de Enfermagem da UFCSPA Karin Viegas, encarregada de trazer os atores-vítimas, salientou que os alunos ficam empolgados em participar dessa atividade. "Os alunos ficam superanimados em poder participar, com isso, eles também conseguem enxergar de perto como funciona o trabalho dos médicos e enfermeiros, além de enxergar esse ambiente estressante que a gente nunca sabe o que pode acontecer". Karin ainda destacou que a integração entre ensino e serviço é fundamental para qualquer profissional.

A estudante de Enfermagem, que foi uma das vítimas do simulado, Luísa Pimentel Silva ressaltou que pôr na prática os conteúdos trabalhados em sala de aula é fundamental para aprimorar os conhecimentos. Ela ainda apontou que estar no lugar dos pacientes é importante. "Quando vemos alguém entrando na emergência, nós nunca sabemos qual é a real história delas, então é significativo poder se colocar do outro lado da moeda", finalizou a estudante.

Já a estudante de Medicina e participante da Liga de Emergência e Trauma da UFCSPA Daniella Thiemi Ito Sangara falou que é essencial poder acompanhar esse tipo de caso."Nós acompanhamos os atendimentos cotidianos, mas isso acaba fugindo um pouco da normalidade, mas, como profissionais de Medicina, precisamos estar preparados para qualquer coisa que eventualmente pode acontecer nas emergências", destacou.

O último treinamento havia ocorrido em 2016 e as equipes trabalharam com base nessa última experiência, visando corrigir eventuais falhas e aprimoramento das práticas de atendimento em situação de catástrofes. O simulado transcorreu com sucesso, sem interrupção do atendimento real da Emergência.

Créditos: Guilherme Bernst.