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03.12.2018 HUMANIDADE

GEP realiza o 2º Simpósio Internacional de Saúde Planetária e Gestão Ambiental

Evento buscou proporcionar à comunidade científica discussões sobre questões ambientais e de saúde que afetam a sociedade e os sistemas naturais em que vivemos
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Mesa de abertura contou com Sérgio Sirena, Mauro Sparta, Adriana Acker, Eduardo Trindade Neubarth e Geraldo Jotz.
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Carlos Dora.
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Alan Abelsohn (em pé).
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Lançamento da revista The Lancet precedeu o evento.
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Atividade reuniu profissionais de saúde no Auditório do Cremers.

A Gerência de Ensino e Pesquisa do Grupo Hospitalar Conceição (GEP/GHC) promoveu, nos dias 29 e 30 de novembro, o 2° Simpósio Internacional de Saúde Planetária e Gestão Ambiental. O objetivo do evento foi proporcionar à comunidade científica discussões sobre questões ambientais e de saúde que afetam a sociedade e os sistemas naturais em que vivemos. A atividade ocorreu no Auditório do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers), reunindo profissionais de saúde do GHC.

Na mesa de abertura do simpósio, estavam presentes a diretora-superintendente do GHC, Adriana Denise Acker, o diretor técnico da instituição, Mauro Sparta, o gerente de Ensino e Pesquisa (GEP), Geraldo Pereira Jotz, o coordenador de Pesquisa da GEP/GHC, Sérgio Sirena, e o presidente do Cremers e o gerente de Internação do Hospital Fêmina, Eduardo Neubarth Trindade. Para Sérgio Sirena o simpósio foi realizado devido ao sucesso da primeira edição realizada ano passado. “Este evento teve total apoio do GHC, que considera o tema importante para a sociedade. Temos a felicidade de trabalhar em uma instituição que tem essa ação multifacetada: cuida de pessoas, promove pesquisa e forma profissionais na área da saúde. Agradeço todas as pessoas que contribuíram para que esse evento fosse possível”, disse.

Já o gerente de Ensino e Pesquisa da instituição, Geraldo Pereira Jotz, ressaltou sobre a importância de debater a causa para a classe médica. “Uma das qualidades que o Grupo Conceição tem, entre tantas, é de prestar um serviço de qualidade para a sociedade. Trazer a questão da saúde planetária, por meio do GHC o maior grupo do Ministério da Saúde, é debater sobre o futuro de uma boa saúde para a população. Um tema que deve continuar sendo discutido nos próximos anos”, ressaltou Geraldo.

A diretora-superintendente do GHC, Adriana Acker, apontou o desafio da comunidade médica em controlar a propagação de doenças transmissíveis e não transmissíveis, quando as mudanças climáticas ficam cada vez mais evidentes. “Nós temos a missão de construir um ambiente mais saudável e de ter a oportunidade de reduzir doenças e evitar mortes na área da saúde. A constante mudança de temperatura favorece doenças respiratórias nas condições de exposição de poluentes atmosféricos, além de doenças cardiovasculares devido ao aumento do calor e da poluição. A umidade causada nesses ambientes propagam parasitas e vetores de doenças como a malária, entre outros”, alertou Adriana.

“As pessoas mais expostas a essa mudança, são as crianças e os idosos, além de pessoas vulneráveis onde não tem a infraestrutura necessária para o atendimento. Não cabe a nós negligenciar os efeitos do clima, neste contexto hoje nós da Saúde devemos tomar medidas para reduzir o máximo dos impactos na sociedade”, comentou Adriana Acker.

“É uma honra e satisfação o Cremers estar proporcionando esse espaço. Nós somos um grupo de 42 conselheiros, e um dos nossos primeiros compromissos é de tornar o Cremers mais próximo da sociedade. São poucos os eventos da Medicina que buscam resolver problemas não só de um ou dois pacientes, mas sim de toda uma sociedade”, salientou o presidente do Cremers, Eduardo Neubarth Trindade, que destacou a presença dos palestrantes e agradeceu o GHC por ter promovido o evento a toda comunidade médica.

Por fim o diretor técnico do GHC, Mauro Sparta, comentou sobre a saúde planetária ser importante para a sociedade atual, mas principalmente para as futuras gerações. “As questões ambientais estão muito graves. Estamos fazendo hoje uma grande reflexão sobre os problemas que afligem na atualidade serem problemas antigos. Precisamos ter um cuidado específico sobre a questão ambiental, destaco o saneamento básico em nosso país, que deveria ser uma questão política de estado. Espero que nossa sociedade e nossos governantes amadureçam para cuidar do meio ambiente, discutindo e instigando a sociedade sobre essa questão, para assim salvar as gerações que virão a seguir e evitar mais danos à população”, afirmou Sparta.

Atividades

O evento contou com a presença dos painelistas: Carlos Dora, MD, Ph.D, especialista em Políticas Públicas, Saúde Global e Ambiental, ex-coordenador de Saúde Pública, Determinantes Ambientais e Sociais do Departamento de Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS); Alan Abelsohn, MD, CCFP, FCFP, médico de família, professor assistente do Departamento de Medicina de Família da Universidade de Toronto, Canadá; Andrew Paul Haines, FRCGP, FRCP, FCFP, professor de Saúde Pública e Atenção Primária da London School of Hygiene & Tropical Medicine (LSHTM), presidente da Comissão de Saúde Planetária Lancet.

O primeiro dia do simpósio contou com uma atividade cultural com a dupla Marília Raquel Albornoz Stein (voz), professora do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e Geraldo Bueno Fischer, professor de Artes da Escola Estadual Instituto de Educação (violão). Eles cantaram para o público uma música em Guarani e músicas da MPB. O evento continuou com a palestra magna “Saúde Planetária: As cidades e o sistema de saúde como agentes de transformação”, com Carlos Dora.

A palestra magna “Saúde Planetária” apresentada pelo médico de família e comunidade Enrique Barros, abriu o segundo dia do simpósio. Juntamente foi apresentada a palestra com o mesmo tema por Andrew Haines. Em seguida, “Air Pollution and Health, an Environmental "Epidemic": from the patient’s health to Planetary Health” foi tema da palestra de Alan Abelsohn. E finalizando as atividades da manhã, o painel “Saúde Planetária e Políticas Públicas”, com moderação de Carlos Dora, teve os participantes: Luiz Carlos Pinto (Ufrgs); Elson Romeu Farias (DAS/SES); Pablo Stürmer (Secretaria Municipal da Saúde); e Gabriel Ritter (diretor técnico da Fundação Estadual/FEPAM).

À tarde, ocorreram dois painéis. O primeiro tratou sobre o tema “Saúde Planetária: como estamos”, moderado per Sérgio Sirena, com os participantes: Relatório do IPCC - Jeferson Cardia Simôes (UFRGS); Lancet Countdown - Mayara Floss; e Surto de Toxoplasmose - Ivone Menegolla (CIEVS/CEVS/RS). “Saúde Planetária: em busca de soluções inovadoras para os problemas das cidades”, foi tema do último painel, moderado por Geraldo Jotz, com os participantes Carlos André Bulhões Mendes(UFRGS), diretor do IPH(Instituto de Pesquisa Hidráulicas); Carlos Dora, do Observatório Global de Saúde Urbana; e PhD Sonja Ayeb-Karlsson: Trapped Populations, Migration and Health in urban slum areas of Dhaka, Bangladesh’.

Lançamento da revista Lancet Countdown Brasil: Brazilian Climate - Health Changes: impacts, vulnerabilities and potential

No primeiro dia de evento, o simpósio foi precedido pelo lançamento da revista Lancet Countdown Brasil: Brazilian Climate - Health Changes: impacts, vulnerabilities and potential, uma das mais importantes revistas europeias de Medicina. Para o lançamento estavam presentes o médico de família e comunidade Enrique Barros, a apresentadora do Lancet Countdown Collaboration Brasileiro, Mayara Floss, e a apresentadora do Lancet Countdown Collaboration Mundial, Sonja Ayeb-Karlsson, que recentemente defendeu seu PhD em Desenvolvimento Internacional na Universidade de Sussex (EUA) e Instituto de Estudos de Desenvolvimento (IDS), instituto “When the Disaster Strikes”.

A revista aponta a gravidade do impacto das mudanças climáticas para a saúde e cria um sistema internacional de monitoramento e ‘Countdown’ (Contagem regressiva de emissão de gases efeito estufa), controle e medidas para seu combate. O Lancet Countdown Collaboration Brasil foi estabelecido em 2018 para formular um breve relatório focado em aspectos específicos do Brasil, mostrando quais os principais problemas e recomendações de ações.

Créditos: Guilherme de Faveri