A tuberculose é um tema prioritário no Serviço de Saúde Comunitária do Grupo Hospitalar Conceição (SSC/GHC). Neste ano, o Ministério da Saúde (MS) promoveu, em nível nacional, a discussão do novo Manual de Tuberculose, lançado em novembro passado. E pela primeira vez no Estado, a atualização do manual foi apresentada para os funcionários do GHC e de alguns municípios. O evento ocorreu na tarde desta quinta-feira, dia 13 de dezembro, reunindo cerca de 60 profissionais da área da saúde no Auditório Jahyr Boeira de Almeida, no Centro Administrativo GHC.
O novo Manual da Tuberculose traz algumas mudanças relacionadas ao tratamento da doença, com o objetivo de aumentar a adesão e o percentual de cura dos casos. Ele foi apresentado pela pneumologista e coordenadora do Programa Estadual de Controle da Tuberculose, Carla Jarczewski, que destacou as atualizações das condutas que são tomadas no Brasil, incorporadas com a literatura internacional, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) vem trabalhando. “Uma das principais mudanças é os novos métodos de biologia molecular que passam a constar no manual, além da atualização do tratamento da tuberculose resistente de acordo com a literatura internacional, agilizando assim os diagnósticos que são realizados no país”, apontou Carla.
Além da apresentação do novo manual, os profissionais debateram sobre o tratamento da tuberculose e da infecção latente da doença e as estratégias para melhorar a vinculação e adesão ao tratamento pelos pacientes, também tiraram dúvidas com Carla Jarczewski sobre o manual. As equipes da Atenção Primária à Saúde do Grupo Conceição também discutiram em relação às mudanças necessárias que deverão ser tomadas no cotidiano de trabalho.
Para a enfermeira e coordenadora do Programa da Tuberculose do SSC/GHC, Sandra Ferreira, o manual vai atualizar os profissionais sobre as principais mudanças recomendadas pela OMS e apontadas pelo MS. Ela também comentou sobre o novo Laboratório de Tuberculose do GHC: “o espaço vai nos trazer acesso a novas tecnologias que não estavam disponíveis antes, como o teste rápido molecular, culturas com um tempo muito mais curto e com um teste de sensibilidade melhor. Tudo isso vai aperfeiçoar no resultado do diagnóstico que realizamos na instituição, principalmente nas unidades do GHC”, avaliou.
Créditos: Guilherme de Faveri