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03.01.2019 CUIDADOS DURANTE AS FÉRIAS

Dermatologista do Hospital Conceição explica como agir em acidentes com águas-vivas

Só neste verão, já foram registrados mais de 28 mil acidentes causados por cnidários no litoral gaúcho

Nesta época do ano, as praias brasileiras recebem turistas que se deslocam de outras cidades para aproveitar o período de férias e as altas temperaturas, como ocorre no litoral gaúcho. No entanto, os acidentes com cnidários (águas-vivas e caravelas) são cada vez mais recorrentes. Ao todo, só no litoral gaúcho, já foram mais de 28 mil acidentes registrados entre 15 de dezembro de 2018 e 1º de janeiro deste ano, conforme dados divulgados pela Operação Verão, do Corpo de Bombeiros.

Diante dessa ameaça conhecida pelos banhistas, é preciso ter cuidado com os procedimentos a serem realizados após os acidentes com as águas-vivas para não piorar o quadro de dor e agressão à pele. O médico dermatologista do Hospital Conceição Paulo Andrade explica que o mais indicado para o tratamento da dor é colocar, num primeiro momento, compressas de água marinha gelada. “Também compressas com vinagre se mostram efetivas no tratamento. O ideal seria alternar os dois procedimentos”, esclarece.

Ainda de acordo com Andrade, considera-se mito colocar urina no local, e o uso de água doce para lavar é contraindicado, uma vez que pode disparar nematocistos íntegros, que são o sistema de defesa do animal, podendo piorar o quadro. Expor o local atingido ao sol também não é adequado, porque a ação agressora que a radiação solar tem sobre a pele soma-se à acometida pela peçonha da água viva.

As marcas na pele, segundo Paulo Andrade, se apresentam como uma dermatite no formato dos tentáculos ou filamentos que a água-viva apresenta. No caso das caravelas, por exemplo, são tentáculos longos. A intensa dor no local é causada pela peçonha neurotóxica e cardiotóxica, presente nos cnidócitos, que são células utilizadas para captura de presas e para a autodefesa.