O verão é uma época em que muitas pessoas saem em férias e os cuidados com focos de larvas do Aedes aegypti acabam ficando de lado. Pneus, plantas, garrafas, caixas d’água e até mesmo a piscina podem servir de locais de reprodução das larvas do mosquito. Para evitar a contaminação, é importante estar atento aos ambientes que possam ter água parada ou foco do mosquito.
O coordenador da Unidade de Saúde Vila Floresta, enfermeiro André dos Santos Poll, destaca os cuidados a serem tomados para evitar que o mosquito Aedes aegypti se propague no ambiente. "A melhor maneira de prevenir as doenças causadas pelo transmissor Aedes aegypti é a manutenção e a limpeza de locais onde tenha acúmulo de água parada, como em locais abertos, em pátios, áreas externas ou até mesmo dentro da própria casa. Isso equivale a qualquer material, seja vaso de planta, pneu. Às vezes, o mosquito em um pequeno plástico consegue colocar o ovo. A prevenção da doença é combater o mosquito, não existe outra maneira a não ser essa", afirmou Poll.
Outro ponto destacado pelo enfermeiro é o tempo de vida do ovo do mosquito. "Ele pode ficar até 450 dias no ambiente e resistir até as temperaturas mais baixas. Antigamente se tinha a ideia que, com um inverno mais rigoroso, esses ovos iriam morrer, mas, hoje em dia, sabemos que existem ovos extremamente resistentes”, completou.
Febre, fadiga, mal-estar e perda de peso são alguns dos sintomas mais comuns em doenças transmitidas pelo mosquito, André dos Santos Poll comentou sobre as principais manifestações das doenças. "O principal sintoma é a febre. Ela está presente na dengue e na Chikungunya. O Zika Vírus causa uma febre mais baixa, dores, principalmente nas articulações. Na dengue, a dor é pelo corpo todo e a febre é de longa duração, de três a sete dias. Na Chikungunya, a febre dura de dois a três dias, mas depois só permanecem dores nas articulações, impossibilitando alguns movimentos. Esses sintomas, mesmo depois da doença, podem durar meses.
O trabalho das equipes na divulgação e combate ao mosquito vem mostrando resultados nos últimos anos. Em 2018, não foi registrado nenhum caso de pessoas que foram contaminadas em Porto Alegre. Até o momento, no ano de 2019, houve 20 casos suspeitos de dengue, mas dois já foram descartados e os demais seguem em investigação, conforme dados do relatório mensal da Secretaria Estadual da Saúde. “Esses casos suspeitos são de pessoas que viajaram para outros estados, o que significa que o mosquito está circulando em Porto Alegre, mas sem a doença para transmitir”, disse Poll.
Caso a pessoa sinta os principais sintomas das doenças, ela deverá ir à unidade de saúde mais próxima da sua residência, para que sejam feitos os exames e dado o tratamento correto, em caso de confirmação. É importante destacar que a automedicação não é correta, uma vez que até mesmo o analgésico a ser usado deve ser prescrito pelo médico, pois pode piorar o quadro de saúde na presença de uma das três doenças.
Mais informações podem ser obtidas no link abaixo.
http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/combate-ao-aedes
Créditos: Otávio Silva