Ocorreu nesta segunda-feira, 18 de fevereiro, no Hospital Nossa Senhora da Conceição o parto de uma gestante surda. O procedimento foi acompanhado de perto pela enfermeira Monise Ferreira Jacques, que passou as orientações da equipe de saúde por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras). A paciente recebe acompanhamento especial desde novembro de 2018.
Paolla Fontoura deu a luz a seu segundo filho e destacou a importância de ter um intérprete de Libras para um maior entendimento dela sobre o que está ocorrendo. “A primeira vez foi muito difícil de entender, agora com a intérprete eu compreendo tudo que vai acontecer”, afirmou.
O entendimento do que estava ocorrendo no ambiente fez com que a paciente ficasse tranquila durante o procedimento, facilitando também o trabalho da equipe de saúde do hospital. “Não é somente a interpretação em Libras, mas também conseguir ter a tranquilidade de passar para a paciente interpretar tudo que está acontecendo, se está tudo de acordo com a normalidade”, apontou Monise sobre o acompanhamento a Paolla.
A história das duas tem um ponto em comum, ambas possuem deficiência auditiva, mas Monise usa um aparelho auditivo. Esse fator contribui para que a paciente se sinta representada por meio da figura da enfermeira. Monise ainda afirma que essa aproximação acaba criando um vínculo positivo entre ambas e relata um fato que ocorreu antes do parto. “O pai do bebê ainda não tinha chegado no Centro Obstétrico, ela estava nervosa, então eu peguei na mão dela e dei as orientações”.
A ação ocorreu por conta do programa “Projeto de Comunicação Facilitada”, que é realizado pela Participação Cidadã do Grupo Hospitalar Conceição, por meio da Comissão Especial de Políticas de Promoção da Acessibilidade e Mobilidade (Ceppam).
Créditos: Otávio Silva