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06.03.2019 VIGILÂNCIA

Hospital Conceição detecta primeiro caso de Zika no Estado

HNSC e HCC são sentinela para Doença Neuroinvasiva por Arbovírus, que pode ocorrer em casos de dengue, zika e chikungunya
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Mosquito Aedes aegypti é transmissor dos vírus da dengue, zika e chikungunya.

Arbovirose é um termo originado do inglês que significa vírus transmitidos por vetores artrópodes (em inglês arthropod borne virus). As infecções por arbovírus podem resultar em um amplo espectro de problemas clínicos, desde doença febril branda até febres hemorrágicas e formas neuroinvasivas. Entretanto, a maior parte das infecções humanas por arbovírus são assintomáticas ou oligossintomáticas, ou seja, apresentam poucos ou nenhum sintoma.

A circulação do vírus Zika no Brasil modificou o cenário epidemiológico de manifestações neurológicas associadas a arbovírus. Após detecção do vírus no país, em abril de 2015, foi observado aumento do número de encefalite, mielite, encefalomielite e, principalmente, síndrome de Guillain-Barré. Estas manifestações também podem ser observadas em alguns casos de chikungunya e de dengue.

Em resposta ao aumento das manifestações neurológicas ocorridas no Brasil a partir de 2015, o Ministério da Saúde propôs o “Protocolo de vigilância dos casos de manifestações neurológicas de infecção viral prévia”, utilizando o modelo de vigilância sentinela. O objetivo da estratégia de vigilância sentinela é monitorar indicadores chaves em unidades de saúde selecionadas, chamadas "unidades sentinelas", que sirvam como alerta precoce para o sistema de vigilância.

Em novembro de 2017, os hospitais Conceição (HNSC) e Criança Conceição (HCC) passaram a ser sentinela para Doença Neuroinvasiva por Arbovírus (DNA), e a equipe do Núcleo Hospitalar de Epidemiologia (NHE-HNSC/HCC) passou a realizar busca ativa dos casos suspeitos e enviar material para pesquisa de arbovírus no Laboratório Central do Estado (Lacen-RS). Em fevereiro de 2019, foi identificado exame positivo para vírus Zika em um caso de neurite ótica atendido no HNSC, confirmando o primeiro caso de Zika no Rio Grande do Sul em 2019.

Créditos: Patrícia Fisch, médica infectologista HNSC