Grupo Hospitalar Conceição
12.03.2019 MÊS DA MULHER

GHC realiza seminário sobre violência contra a mulher

Encontro reuniu painelistas convidadas para debater e trazer dados sobre os direitos das mulheres
Painelistas do evento.
Na mesa de abertura, Fransciscatto, Fossari, Adriana, Agliardi e Vera Beatriz.
Superintendente Adriana Acker falou sobre o protagonismo da mulher na atualidade.
Cantora Valéria empolgou o público.
Seminário reuniu mais de 130 pessoas.

A Gerência de Apoio do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), por meio da Comissão Especial de Gênero (Cegênero), realizou na última sexta-feira, dia 8 de março, o seminário “Violência Contra a Mulher: Precisamos Falar Sobre Este Assunto”. Alusivo ao Dia Internacional da Mulher, o evento tratou de temas como o protagonismo da mulher na atualidade e avanços e desafios referentes ao atendimento às mulheres vítimas de violência. A atividade reuniu mais de 130 pessoas no Auditório Jahyr Boeira de Almeida, no Centro Administrativo GHC.

O seminário começou com a apresentação musical da cantora Valéria. Em seguida, na mesa de abertura, estavam presentes a diretora-superintendente do GHC, Adriana Acker, o diretor administrativo e financeiro, José Ricardo Agliardi Silveira, e o gerente de internação do Hospital Conceição, José Fossari, que no ato, representou o diretor técnico da instituição, Mauro Sparta. Também estiveram na abertura, o gerente de Apoio do GHC, Sandro Franciscatto, e a coordenadora do evento e integrante da Participação Cidadã da instituição, Vera Beatriz Cruz.

Vera Beatriz agradeceu a presença de todos e ressaltou a importância de debater e refletir sobre o tema que afeta a vida de todas as mulheres no país. “Este é um momento em que nós precisamos pensar como fazer melhor, como construir uma sociedade que tanto esperamos, que homens e mulheres, trans, crianças, jovens, idosos, todos sejam respeitados e tenham acesso aos seus direitos de uma maneira igual”, apontou Beatriz. “Preciso honrar todas as mulheres e também honrar a minha ancestralidade, pois eu não poderia estar neste espaço se eu não lembrasse da minha origem, da minha história. Somos todas muito poderosas e reconhecer isso em cada uma de nós faz toda a diferença”, completou.

Em sua manifestação, o diretor administrativo e financeiro do GHC, José Ricardo Agliardi Silveira, disse que "as mulheres, avós, mães, filhas, todas, com muito carinho, nos ensinam o caminho. Mais do que ninguém sabem cuidar. Com todos os méritos conquistam os seus espaços. Tornam os dias mais belos com seus encantos, ternura e perseverança". Ao encerrar, lembrou versos do cantor gauchesco Leonardo: "Mulher é tudo, vida e amor". "Nós homens precisamos participar ativamente nas causas em defesa da mulher", finalizou, parabenizando a todas.

Painéis

A diretora-superintendente do GHC, Adriana Acker saudou a presença da mesa e do público e salientou a importância da data para as mulheres, que, na instituição, são a maioria. “Temos mais de 9.500 funcionários, 73% mulheres. Já em cargos de chefia - gerentes, coordenadores, auxiliares de coordenação e supervisores - 52% são mulheres o que é pouco, se somos 7.000 no Grupo”, ressaltou Adriana.

Na apresentação, a superintendente também destacou que o Hospital Conceição e o Fêmina são referência no Estado, há mais de cinco anos, no atendimento a mulheres que sofreram violência sexual. Só em 2018, os dois hospitais realizaram 104 atendimentos, 31 abortos. O GHC também faz inúmeras ações voltadas para a mulher, entre elas, o parto humanizado, a licença-maternidade de 180 dias e o fomento à amamentação pelas funcionárias, além de contar com as comissões de Igualdade Racial e de Gênero. Também é referência para outros hospitais nos trabalhos do Banco de Leite Humano e da Reprodução Humana do Hospital Fêmina.

No painel “Relacionamentos Tóxicos e Violência contra a Mulher: O ‘Amor’ que Machuca e Pode Matar”, apresentado pelas painelistas Cris Bruel, doutora em Psicologia Social, integrante do Coletivo Feminino Plural e da Cegênero/GHC, e Daiana dos Santos, educadora social e sanitarista. Elas discutiram a importância do feminismo na atualidade para defender os direitos das mulheres e as inúmeras formas de violência contra a mulher. Também foi debatida a questão de gênero, a busca por um corpo “ideal” imposto pela sociedade e a importância da coeducação.

Por fim, a delegada da Delegacia da Mulher de Porto Alegre (Dam POA), Tatiana Barreira Bastos, apresentou o painel “Avanços e Desafios Referentes ao Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência”. A delegada destacou a violência doméstica e familiar contra a mulher, trazendo dados nacionais onde uma em cada cinco mulheres brasileiras declararam espontaneamente já ter sofrido algum tipo de violência, sendo que 87% dos agressores são maridos e companheiros. O número de denúncias ainda continua sendo muito baixo, apenas 10% das mulheres denunciam seus agressores.

Tatiana também explicou sobre a Lei Maria da Penha, que possibilitou ações contra a violência mulher. “Temos hoje aproximadamente 497 Delegacias para a Mulher em todo o país, entre elas, 22 no Rio Grande do Sul e uma em Porto Alegre, a 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher”, contou a delegada. Ela também comentou sobre o feminicídio no Brasil, que é o 5º país do mundo no ranking de feminicídios, matando 15 mulheres por dia, 40% delas mortas dentro de suas casas. “Só queremos ser tratadas com muito respeito e ter direitos iguais”, salientou ao fim do seminário a diretora-superintendente do GHC, Adriana Acker.

Central de Atendimento à Mulher

Ligue: 180

Disque-Denúncia: 181

Escuta Lilás: 0800-541-0803

WhatsApp: (51) 98418-7814

Creditos: Guilherme de Faveri