O Projeto Paciente Seguro inicia sua segunda fase com objetivo de implementar protocolos do Ministério da Saúde e o fortalecimento dos núcleos de segurança do paciente em instituições públicas de 15 estados do país. Desenvolvido pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI, SUS), o projeto atua também pela melhoria da comunicação nas áreas de resultados críticos laboratoriais, passagens de plantão e transferências internas de paciente.
Na primeira etapa, iniciada em 2016, os hospitais selecionados deveriam ser públicos ou filantrópicos, possuir no mínimo 100 leitos, UTI e realizar procedimentos de alta complexidade. Também era necessário que os selecionados fossem referência na sua região. Agora, a segunda etapa selecionou hospitais que estão localizados na mesma cidade ou em cidades próximas dos hospitais que já fazem parte do projeto. Após participação do Hospital Conceição na primeira fase do projeto, os demais hospitais do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) – Cristo Redentor, Fêmina e Criança Conceição - aderem ao programa.
Lançado em 2013 pelo Ministério da Saúde, por meio da portaria Nº529 de 1º de abril, o Projeto Nacional de Segurança do Paciente, instituiu seis metas internacionais pela segurança do paciente. Conforme a médica da Gestão de Riscos do Hospital Cristo Redentor (HCR) e responsável técnica pela implementação do projeto pelo Hospital Moinhos de Vento, Elenara Ribas, as metas escolhidas necessitam poucos recursos de investimento estrutural, mas exigem redesenho de processos e têm um grande impacto na saúde das pessoas.
São metas do projeto: identificar corretamente os pacientes; melhorar a comunicação entre profissionais de saúde; melhorar a segurança na prescrição, no uso e na administração de medicamentos; assegurar cirurgia em local de intervenção, procedimento e paciente corretos; higienização das mãos para evitar infecções; reduzir o número de quedas e lesões por pressão.
"O projeto é principalmente um processo de aprendizado de como implantar essas novas práticas, ou como melhorar, porque nós já temos ações específicas nessas metas, ajustando à realidade de cada hospital", falou a médica Elenara Ribas em apresentação de lançamento do projeto no Hospital Cristo Redentor, durante abertura da Semana Todos Pela Segurança do Paciente. Ela também falou sobre a metodologia utilizada no projeto, chamada ciência da melhoria, do parceiro internacional Institute for Healthcare Improvement (IHI).
"A partir desta metodologia é preciso ter objetivos claros e mensuráveis. Precisamos ver as nossas mudanças, analisar o que a gente quer fazer para proteger os pacientes de uma forma sistêmica. Quem que é impactado? Quais os recursos que a gente precisa? Existe a necessidade de ser efetivo e é essencial que os esforços que a gente faça gerem resultados", pontuou a médica.
Para os profissionais de saúde, é ofertada uma série de oficinas, jogos no site do projeto e cursos EAD, que podem ser acessados pelo AVASUS.
Créditos: Bruno de Barros