O Serviço de Mastologia do Hospital Conceição está comemorando os 20 anos da Lei 9797, de maio de 1999, que dispõe sobre a obrigatoriedade da cirurgia plástica reparadora pela rede de unidades integrantes do Sistema Único de Saúde (SUS) nos casos de mutilação decorrentes de tratamento de câncer. O serviço foi o primeiro no Brasil a realizar a cirurgia de reconstrução com prótese pelo SUS, em 1999, e, até hoje, mantém o cumprimento irrestrito da reconstrução imediata das mamas.
Conforme o chefe do Serviço de Mastologia do Hospital Conceição, José Luiz Pedrini, 60% das mulheres que não fizerem a reconstrução imediata das mamas – no mesmo momento da cirurgia de retirada – jamais o farão. “A mulher mutilada tem níveis de depressão maiores, perda do companheiro e uma sobrevida após o câncer traumática. Ao passo que, com a reconstrução e a simetrização de ambas as mamas, melhora a autoestima”, revela Pedrini. O serviço realiza em média oito cirurgias de reconstrução imediata por mês.
O câncer de mama acomete cerca de 60 mil mulheres por ano no Brasil, pelo menos 30 a 40% delas terão necessidade de retirar a mama para o tratamento. “Quase metade destas não terá a reconstrução imediata”, informa o médico.
Créditos: Andréa Araujo (Texto). Otávio Silva (Foto).