Grupo Hospitalar Conceição ancora
logo
instagram facebook twitter youtube uptodate linkedin
25.09.2019 DOAÇÃO DE ÓRGÃOS

Realizado Seminário de Doenças Raras

Evento foi organizado pela Comissão de Políticas de Promoção da Acessibilidade e da Mobilidade do Grupo Hospital Conceição
files/img.ptg.2.1.01.18718.jpg
Mesa de abertura com Deise Zanin, Vera Beatriz Cruz e Maria Salete Verdi.
files/img.ptg.2.1.02.18718.jpg
À frente, membros da Ceppam/GHC.
files/img.ptg.2.1.03.18718.jpg
Transplantada pulmonar e atleta, Liege Gautério deu seu depoimento.

Foi realizado nessa terça-feira, 24 de setembro, no auditório Jahyr Boeira de Almeida, o seminário Doenças Raras e Transplantes de Órgãos: A vida é mágica. Organizado pela Comissão de Políticas de Promoção da Acessibilidade e da Mobilidade do Grupo Hospital Conceição (Ceppam/GHC), o evento promoveu uma reflexão sobre transplantes de órgãos.

Participaram da mesa de abertura a coordenadora da Participação Cidadã do Hospital Conceição (HNSC), Vera Beatriz Cruz, a coordenadora da Ceppam/GHC, Maria Salete Verdi, e a presidente do Instituto Atlas Biosocial, Deise Zanin.

Ao cumprimentar os presentes, a coordenadora da Ceppam/GHC, Salete Verdi, agradeceu a participação dos convidados e o empenho de todos na realização do evento. Ela ainda apresentou os membros e o trabalho realizado pela Ceppam/GHC. "Trabalhamos buscando eliminar barreiras: primeiro, a barreira arquitetônica, seguindo as normas da ABNT NBR 9050; segundo, as barreiras atitudinais, o que depende de cada um; e, por último, as barreiras de informação. Comunicação e informação é o que estamos fazendo hoje aqui", explicou Salete.

A presidente do Instituto Atlas Biosocial, Deise Zanin, agradeceu a parceria nas ações realizadas junto ao GHC. O Instituto Atlas Biosocial é uma organização sem fins lucrativos e que trabalha e atende demandas de pacientes, e de seus familiares, com doenças raras, crônicas e graves. "Nós fazemos o acolhimento desses pacientes e também buscamos parcerias para levar informação, tendo em vista que esse assunto ainda é pouco falado e precisa ser difundido". Em sua fala, a coordenadora da Participação Cidadã do HNSC, Vera Beatriz Cruz, parabenizou o trabalho realizado pela Ceppam/GHC, colocando-se à disposição para colaboração.

A primeira palestra foi proferida pela biomédica e consultora científica do Instituto Atlas Biosocial Cristina Cagliari. Ela apresentou números sobre as doenças raras no Brasil. São consideradas doenças raras aquelas que acometem 65 a cada 100mil pessoas. No país, estima-se que 13milhões de pessoas vivem com alguma doença considerada rara. Em média, o paciente consulta oito especialistas dentro de um período de cinco anos até obter o diagnóstico da doença. Conforme dados do Ministério da Saúde, até hoje foram identificadas mais de 7mil doenças raras, sendo 80% de origem genética, congênita e de manifestação tardia. Do total, apenas 5% são curáveis com tratamento adequado. Em 75% dos casos, as doenças raras se manifestam ainda na infância. A taxa de sobrevivência mostra que 30% dos afetados por uma doença rara morrem antes dos cinco anos de idade.

Em seguida, o médico regulador da Central Estadual de Transplantes Rogério Caruso apresentou o trabalho realizado pela entidade. A Central Estadual de Transplantes é responsável por organizar, coordenar e regular as atividades de doação e transplante de órgãos no estado. A assistente social do Serviço Social do HNSC e vice-presidente da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes do Grupo Hospitalar Conceição (Cihdott/GHC), Glacy Maria Piccinini, apresentou a atuação da comissão, atualmente em reformulação.

O evento encerrou com o depoimento da educadora física, transplantada pulmonar e atleta Liege Gautério. Acometida por fibrose pulmonar, ela passou dois anos até que a doença se manifestasse de forma agressiva, necessitando realizar um transplante de pulmão. Ela lembrou que o agravo da doença coincidiu com o período dos estágios finais de seu curso de Educação Física, tendo que dar aulas de cadeira de rodas para crianças. "Elas são um público muito aberto. Acredito que a doação de órgãos deve ser tema escolar, a fim de mudarmos a cultura e o entendimento das pessoas", falou. Após a realização do transplante, a atleta conheceu os Jogos Mundias de Transplantados. Com preparação, ela alcançou a primeira medalha de ouro para o país na competição, na prova de 100mts de corrida. "Foi uma virada em minha vida. Eu reescrevi minha história a partir de uma doação. E eu só estou aqui porque alguém disse sim para mim", finalizou Liege.

Créditos: Bruno de Barros