Foi realizado nessa segunda-feira, 30 de setembro, o 2º Workshop Narrativas em Saúde. Organizado pelo Grupo de Narrativas em Saúde do Grupo Hospitalar Conceição (GNS/GHC), o evento foi promovido pelas gerências de Ensino e Pesquisa do GHC e de Saúde Comunitária do Hospital Conceição e reuniu profissionais de diferentes áreas de assistência da instituição. A fim de fomentar a discussão e compreensão das diversas formas de narrativas para a humanização em saúde, sob a temática "As (In)visibilidades das Palavras", o evento contou com palestra do médico psicanalista Abrão Slavutzky.
Participaram da mesa de abertura o gerente de Ensino e Pesquisa do GHC, Paulo Worm, a gerente de Saúde Comunitária do Hospital Conceição (GSC/HNSC), Helena Beatriz Silveira Cunha, e a terapeuta ocupacional e coordenadora do evento Marta Orofino.
A terapeuta e membro do GNS/GHC Marta Orofino, ao abrir o evento, agradeceu as parcerias com as gerências de Ensino e Pesquisa do GHC e de Saúde Comunitária do Hospital Conceição pelo apoio prestado ao trabalho do GNS/GHC. A gerente de Saúde Comunitária do HNSC, Helena Cunha, falou sobre sua expectativa para o evento. "Que consigamos discutir a importância da narrativa de outras metodologias que temos de movimentar e trazer questionamentos para a saúde das pessoas", falou a gerente.
"Tanto a discussão de hoje quanto os projetos do GNS não são apenas em retorno aos pacientes que nós temos no GHC, mas também na formação de profissionais aptos a escutar. Um dos fatores que qualificam a assistência e que dão algo que cobramos muito hoje em dia", falou o gerente de Ensino e Pesquisa do GHC, Paulo Worm sobre a importância do exercício da escuta das narrativas a fim de aguçar o senso de humanismo nos profissionais de saúde. "Dentro do nosso campo de atuação em um hospital com uma medicina baseada em evidências, por vezes, a narrativa se torna mais fria e mais distante. Muitas vezes, a necessidade de humanismo é atrelada à figura do médico apenas, mas na verdade começa na porta de entrada pelos demais funcionários", falou Worm.
"Se há uma medicina baseada em evidências e ela é muito importante, pois nos orienta e ajuda a tomar decisões clínicas, junto com ela é essencial que haja a medicina narrativa, que é a nossa capacidade de compreender as histórias das pessoas", falou a médica Renata Pekelman, que conduziu uma atividade ao lado da enfermeira Nára Azeredo. Após exibir um vídeo, as profissionais membros do GNS/GHC, orientaram os presentes a escreverem histórias, a partir da reflexão do vídeo. Com o exercício de escrita individual realizado, os participantes foram reunidos em trio, quando discutiram as histórias narradas. De volta ao grande grupo, foi construída uma nuvem com as palavras mais presentes no exercício realizado por todos. O evento encerrou com a reflexão As (In)visibilidades das Palavras realizada pelo convidado Abrão Slavutzky.
Créditos: Ascom GHC