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15.10.2019 INTEGRAÇÃO

Realizada Jornada do Serviço de Dor e Cuidados Paliativos do Hospital Conceição

Evento discutiu a integração da atenção paliativa com outros serviços da instituição e técnicas de cuidado
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Alexandre Bessil, Francisco Paz e Newton Barros.
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O chefe do Serviço de Dor e Cuidados Paliativos do HNSC, Newton Barros, apresentou a palestra Cuidados Paliativos é Vida.
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Evento contou com público interno e externo da instituição.
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Primeira mesa discutiu caminhos a fim de integrar diferentes serviços ao de Dor e Cuidados Paliativos.

Foi realizada na sexta-feira, 11 de outubro, no auditório Jahyr Boeira de Almeida, no Centro Administrativo do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), a Jornada do Serviço de Dor e Cuidados Paliativos do Hospital Conceição (SDCP/HNSC). Sob o tema Cuidados Paliativos é vida, o evento foi promovido pelas gerências de Interunidades de Emergências do GHC e de Unidades de Internação do Hospital Conceição.

Direcionado para trabalhadores do GHC e público externo, o evento propôs espaço de formação e de troca de experiências para profissionais da área da saúde que atuem nos cuidados paliativos e com pacientes no fim da vida, além de uma aproximação com temas ligados aos cuidados paliativos aos profissionais de outras áreas. Participaram da mesa de abertura, o diretor técnico do Grupo Hospitalar Conceição, Francisco Paz, o gerente das Interunidades de Emergências do GHC, Alexandre Bessil, e o chefe do Serviço de Dor e Cuidados Paliativos do HNSC, Newton Barros.

Em sua fala, Barros destacou a importância do momento, a fim de disseminar a cultura de cuidado paliativo na instituição. "O cuidado paliativo é uma alternativa importante pra contribuir no atendimento de doentes crônicos incuráveis e suas famílias”, falou o chefe do Serviço de Dor e Cuidados Paliativos do HNSC. Essa avaliação é corroborada pelo diretor técnico do GHC, Francisco Paz. "Sem sombra de dúvida, nos dias de hoje, os cuidados paliativos assumem uma maior relevância no serviço de assistência à saúde. Nós, ao aumentarmos ou prolongarmos a vida das pessoas, temos o compromisso de que esse avanço seja seguido de uma qualidade melhor de vida. É uma preocupação do GHC e do SUS, no sentido de que a gente consiga não só trazer a população a uma idade mais longeva, mas procurar a ajudar as pessoas a enfrentar essas etapas da vida: o envelhecimento, a evolução das doenças e a morte", falou Paz ao cumprimentar os presentes e saudar Barros pelo pioneirismo e avanços na estruturação do sistema de assistência paliativa no Grupo Hospitalar Conceição.

A primeira palestra, apresentada por Newton Barros, traçou um panorama mundial do cuidado paliativo, além de inserir conceitos de cuidado paliativo. Em sua explanação, o médico frisou que cuidado paliativo não é apenas cuidar de paciente em fase terminal. Barros lembrou que o cuidado paliativo cuida da dor total, compreendida pelos sentidos de dor física, emocional, social e espiritual. O cuidado paliativo está orientado à atenção do paciente e sua família. "A família sofre tanto ou mais. Enfrenta problemas e dificuldades junto ao paciente, então é necessário ter cuidado também por parte da equipe", explicou Barros.

Ainda conforme Barros, o Cuidado Paliativo tem foco no doente e não na doença. "Poderá ter uma pessoa um câncer que reduziu de tamanho, mas a nossa preocupação é se aquela pessoa está se sentindo bem e se tem alguma dor ou sintoma que prejudique sua qualidade de vida", falou. Ele destacou o respeito à autonomia e às diretivas de vontade do paciente. "Faz parte do nosso dia a dia sempre conversar com o paciente e sua família ou representante, se for o caso, sobre o que ele pensa a respeito da sua doença ou o que ele queria que fizesse se ele estiver em uma condição em que não possa decidir", acrescentou

Em seguida, três mesas-redondas discutiram a assistência e o manejo de pacientes em estado crítico. A primeira, moderada pela médica do SDCP/HNSC Luciana Saavedra, reuniu a médica do SDCP/HNSC Fabiana Hauser, o médico do Serviço de Terapia Intensiva do HNSC Felipe Schaich, o médico do Serviço de Medicina Interna do HNSC Paulo Ricardo Mottin Rosa e a médica do Serviço de Oncologia do HNSC Sabrina Bedin. As reflexões apontaram caminhos a fim de integrar diferentes serviços ao SDCP, por meio de consultorias e acompanhamentos, buscando o manejo que possa ofertar a melhor qualidade de vida aos pacientes.

A segunda mesa, mediada pela medica do SDCP/HNSC Martha Helena Zuardi, contou com as participações da enfermeira assistencial do HNSC Débora Faturi da Silveira, da psicóloga do SDCP/HNSC Simoni De Nardi, da nutricionista do HNSC Bruna de Freitas, da fisioterapeuta do HNSC Ciana Marder e do assistente espiritual que atua no HNSC Roger Nornberg. Em debate, os diferentes olhares que exigem o cuidado da integralidade de cada paciente.

A última mesa, "Outras possibilidades do Cuidado", moderada pela enfermeira do SDCP/HNSC Nára Azeredo, reuniu representantes de iniciativas que atuam com técnicas alternativas que auxiliam no tratamento de pacientes paliativos por meio da arte e do lúdico. Participaram representantes do projeto Ateliê Jardim de Histórias e no Coração da Agulha, a psicóloga Karina Schutz que tratou dos benefícios da pet-terapia, o músico Derick Jagnow, a médica e professora da Faculdade de Medicina da Universidade do Rio Grande (FURG) Marilice Magroski e a aluna de Medicina da FURG Ana Luísa Ogliari.

Créditos: Bruno de Barros