Na tarde da última sexta-feira, 29 de novembro, a equipe do Consultório na Rua do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) realizou um evento alusivo aos seus nove anos de atividade, na Praça Alfred Sehbe. O objetivo do evento foi reunir os serviços de saúde, cultura e assistência prestados à população em situação de rua no entorno da sede do consultório, que se localiza na Rua Alfred Sehbe, nº 45, no Bairro Vila Ipiranga.
Cerca de 50 pessoas participaram do evento, que, durante o dia, ofereceu diversas atividades, como a oficina de geração de renda, atividades físicas, culturais, musicais, além do varal solidário para doações de roupas e de orientações de saúde bucal e prevenção à Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Também foram distribuídos lanches e 50 kits de higiene pessoal, com sabonete, creme dental, escova de dentes, fio dental e desodorante.
O Grupo Tocante, constituído por usuários do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) AD III do GHC, foi a atração musical da tarde e animou o público com músicas da MPB, samba e pagode. Em uma roda de conversa, os principais problemas de saúde bucal, como o tártaro e a gengivite, foram debatidos entre os participantes e dentistas do GHC.
O Consultório na Rua caracteriza-se pelo atendimento intersetorial, auxiliando e acompanhando consultas e tratamentos dos usuários, além de fazer o encaminhamento para outras áreas, como a cultura, a educação e a assistência social. A equipe do consultório é multiprofissional, composta por enfermeiros, assistente social, psicóloga, terapeuta ocupacional, técnicos de enfermagem e residentes da Residência Multiprofissional em Saúde do GHC.
O consultório realiza em média cerca de 200 atendimentos por mês. A maioria dos usuários acessam o serviço por meio da abordagem de rua nos territórios da Zona Norte de Porto Alegre, como o Porto Seco, as avenidas Baltazar de Oliveira Garcia e Manoel Elias e o entorno do Hospital Nossa Senhora Conceição.
De acordo com a terapeuta ocupacional Milene Calderaro Martins, a abordagem é informal. “Nós nos identificamos, dizemos que somos uma equipe de saúde do Conceição e deixamos cartões de visita. Às vezes, eles não querem nada, às vezes, eles retornam ou nos ligam. E, após a abordagem, ocorre o desdobramento, que ocorre conforme a necessidade do usuário”, relatou.
Créditos: Vitória Garcia.