Na tarde dessa quarta-feira, 4 de dezembro, foi realizada na UPA Moacyr Scliar, uma reunião para discussão da Rede de Saúde Mental de Porto Alegre e da Região Metropolitana. O objetivo do encontro foi tratar dos fluxos e encaminhamentos dos pacientes que realizam tentativas de suicídio e necessitam um cuidado sistemático e qualificado da rede de saúde.
Participaram da reunião, representando a UPA a gerente Jaqueline Cesar Rocha, o coordenador de enfermagem Allant Silva Klein, a assistente social Daiane Regina Borges e as médicas Gisele de Césaro Schafirowitz e Paloma Perez Mazzochi. Da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, estavam presentes o médico Diego Fraga e o enfermeiro Roibson Monteiro, da Coordenação Municipal de Urgências, a psiquiatra Cristiane Stracke, da Coordenação de Saúde Mental, a enfermeira Giovana Gomes, da Regulação Hospitalar de Porto Alegre. Representando a Secretaria de Saúde do Estado, Ione Monteiro de Oliveira, da 2.ª Coordenadoria Regional de Saúde do RS. Representando a Região Metropolitana, Samanta Corrêa Gonçalves, Diretora da Saúde Mental de Alvorada, a psicóloga Tainara Lima e a assistente social Andréia de Lima, do Hospital de Alvorada, além da psiquiatra Daphne Jarezewski e o psicólogo Alequissander da Rosa, do Hospital de Viamão.
Inicialmente, a gerente da UPA, Jaqueline Cesar Rocha, deu boas-vindas aos participantes, justificando a importância do encontro para a qualificação do cuidado dos usuários e o encaminhamento responsável dos mesmos na rede de saúde. Em seguida, a assistente social da UPA Daiane Borges fez uma breve apresentação sobre o fluxo interno de atendimento às questões de tentativa de suicídio, expondo também dados relevantes sobre os atendimentos realizados na UPA de janeiro a novembro de 2019. Apresentou também o Grupo de Trabalho de Atenção Integral à Saúde das Pessoas em Situações de Violência, criado em junho deste ano. O grupo tem como objetivo qualificar o atendimento prestado pela equipe da UPA no que se refere ao acolhimento e encaminhamentos intersetoriais nas situações de suspeita ou confirmação de violência, tanto interpessoal quanto autoprovocada, por meio da criação de uma linha de cuidado interna, que busca garantir a integralidade do cuidado. Após, sugeriu alguns pontos importantes para as discussões como: regulação de leitos de saúde mental, atendimento e vinculação em Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e acompanhamento dos usuários pela Rede de Atenção Básica.
Diante da preposição, cada participante contextualizou a rede de saúde de referência, expondo as possibilidades e os desafios para integralidade do cuidado dos usuários que são encaminhados da UPA para outros pontos do sistema de saúde. Encerrou-se a reunião com a avaliação positiva do encontro, sendo que todos entenderam de extrema relevância a organização de novas reuniões para a continuidade das discussões promovidas na data.