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12.12.2019 QUALIFICAÇÃO NO ATENDIMENTO

Em evento “Alerta Médico”, GHC chama a atenção para as doenças neuromusculares, portadores de ELA e outras distrofias

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Maria Salette Verdi, Élcio dos Santos Carvalho e Karina Zuge na mesa de abertura.
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Ana Lúcia Langer falou sobre Alerta Médico para pacientes neuromusculares.
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Já Leila Denise Neto Ortiz tratou sobre a abordagem do paciente neuromuscular na emergência.
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Profissionais acompanharam as palestras.

Foi realizado nessa terça-feira, 10 de dezembro, na sala de conferência do Centro Administrativo GHC, o evento “Alerta Médico”, promovido pela Comissão Especial de Políticas de Promoção da Acessibilidade e Mobilidade do Grupo Hospitalar Conceição (Ceppam/GHC). O objetivo da atividade foi construir e fortalecer os novos espaços na missão de divulgar o alerta médico criado por profissionais referências da patologia, considerando que pessoas com distrofias musculares e esclerose lateral amiotrófica enfrentam rotineiramente situações de atendimento, em especial em emergências, que podem ocasionar consequências irreversíveis, passam por atendimento não apropriado à sua condição Isso pode ocasionar desde uma traqueostomia desnecessária a óbito, coma ou internação, evitáveis. Alguns pacientes acompanhados ou instruídos por associação de pacientes optam por carregar consigo o alerta médico.

A mesa de abertura contou com a presença do gerente de apoio do Hospital Nossa Senhora da Conceição, Élcio dos Santos Carvalho, da presidente da Aliança Distrofia Brasil, Karina Zuge, e da presidente da Comissão Especial de Políticas de Promoção da Acessibilidade e Mobilidade do Grupo Hospitalar Conceição (Ceppam/GHC), Maria Salette Verdi. Eles agradeceram os presentes e destacaram a importância do evento por promover o acesso à informação, para que o público-alvo possa ser melhor atendido.

A primeira palestra, “Alerta Médico para Pacientes Neuromusculares”, foi apresentada pela especialista em pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria, Ana Lúcia Langer. A especialista, que atua na área de pacientes neuromusculares, criou o Alerta Médico, protocolo usado nas portas de entradas das emergências para o atendimento de pessoas com distrofia muscular. Ela apresentou dados sobre portadores de distrofias musculares e explicou sobre as atenções necessárias que os médicos e enfermeiros, principalmente das emergências, necessitam para atender corretamente esses pacientes e declarou que o atendimento errôneo pode até mesmo levá-los a óbito.

As atividades seguiram com as palestras “Relatos de atendimento, busca pelo manejo adequado para pacientes com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)”, apresentada pela representante da Associação Regional de Esclerose Lateral Amiotrófica (ARELA/RS), Andréa Silveira de Araújo, e “Abordagem do paciente neuromuscular na emergência”, apresentada pela fisioterapeuta, mestre em Ciência da Saúde e membro associado da Academia Brasileira de Neurologia Neuromuscular Motora e Respiratória Leila Denise Neto Ortiz.

A presidente da Aliança Distrofia Brasil, Karina Zuge, que esteve palestrando sobre “Panorama das distrofias no Brasil”, destacou que os equívocos no atendimento dos pacientes é um problema mundial e que a assistência às pessoas com distrofia deveria ser diferenciada. Karina também salientou a importância do GHC estar provendo o evento para que seja divulgada a forma correta de lidar com pacientes com necessidades de atendimento especial.

Créditos: Marcus Oliveira.