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03.01.2020 CUIDADO DURANTE AS FÉRIAS

Dermatologista do Hospital Conceição explica como agir em acidentes com águas-vivas

Mitos e verdades sobre as recomendações para tratamento da dor causada por cnidários

Nesta época do ano, as praias brasileiras recebem turistas que se deslocam de outras cidades para aproveitar o período de férias e as altas temperaturas, como ocorre no litoral gaúcho. No entanto, os acidentes com cnidários (águas-vivas e caravelas) são cada vez mais recorrentes. Só no litoral gaúcho, já foram registrados milhares de acidentes com águas-vivas e caravelas.

Diante dessa ameaça conhecida pelos banhistas, é preciso ter cuidado com os procedimentos a serem realizados após os acidentes com as águas-vivas para não piorar o quadro de dor e agressão à pele. O médico dermatologista do Hospital Conceição, Paulo Andrade explica que o mais indicado para o tratamento da dor é colocar, num primeiro momento, compressas de vinagre, que estão disponíveis nas guaritas dos guarda-vidas. “Também compressas com água marinha se mostram efetivas no tratamento. O ideal seria alternar os dois procedimentos”, esclarece.

As marcas na pele, segundo Paulo Andrade, se apresentam como uma dermatite no formato dos tentáculos ou filamentos que a água-viva apresenta. No caso das caravelas, por exemplo, são tentáculos longos. A intensa dor no local é causada pela peçonha neurotóxica e cardiotóxica, presente nos cnidócitos, que são células utilizadas para captura de presas e para a autodefesa. Em caso de quadro extenso de lesão, a pessoa deve buscar atendimento médico.

Créditos: Ascom/GHC