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06.01.2020 AVANÇO

Realizada primeira cirurgia com o paciente acordado no Hospital Cristo Redentor

Mulher teve tumor cerebral ressecado com sucesso, passa bem e não apresenta sequelas
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Equipe responsável pelo procedimento.

No dia 27 de dezembro, foi realizada a primeira cirurgia com paciente acordado no Hospital Cristo Redentor (HCR). A paciente apresentava uma grande lesão tumoral no lado esquerdo do cérebro. Nestes casos, este tipo de cirurgia é fundamental para se obter a máxima ressecção do tumor sem causar sequelas. O procedimento, realizado pela equipe de neurocirurgiões, anestesistas e neurofisiologista, com auxílio de um neurocirurgião especialista no procedimento, foi um sucesso e realizado totalmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de agora, o serviço de Neurocirurgia do HCR irá oferecer de rotina este tipo de cirurgia, possibilitando que os pacientes usuários do SUS sejam beneficiados e submetidos ao mesmo tratamento cirúrgico para tumores cerebrais complexos realizado nos grandes hospitais privados do país e do mundo.

A cirurgia de tumor cerebral com o paciente acordado é um procedimento em que o neurocirurgião opera o cérebro enquanto o paciente permanece acordado, conversando e sendo examinado continuamente durante a cirurgia. Neste tipo de cirurgia, a anestesia é diferente das anestesias de outros procedimentos cerebrais, permitindo que o paciente seja acordado com segurança no meio da cirurgia. Essa técnica evoluiu bastante nos últimos anos e é especialmente útil quando o tumor está localizado em regiões cerebrais diretamente envolvidas com a linguagem, o raciocínio e a capacidade de interpretar informações e resolver problemas ou em áreas responsáveis pelos movimentos. O paciente é submetido a testes neurológicos específicos durante a cirurgia e com o auxílio da estimulação elétrica cerebral (monitorização neurofisiológica intraoperatória) é possível mapear as áreas do cérebro envolvidas nessas funções fundamentais. Essa técnica cirúrgica permite ressecar tumor até o limite máximo, causando mínimo ou nenhum déficit neurológico permanente.

Atualmente, existem vários protocolos e exames transoperatórios específicos que permitem localizar e avaliar com grande precisão as diversas áreas cerebrais envolvidas nos mecanismos de linguagem e dos movimentos. Nem todos os pacientes são candidatos adequados a este tipo de cirurgia e nem todos os tumores precisam ser operados com esta técnica.

A paciente submetida ao procedimento no HCR passa bem e não apresenta sequelas. Ela teve alta hospitalar na última sexta-feira, dia 3 de janeiro.

Veja quem foram os profissionais responsáveis pelo procedimento

Equipe da Neurocirurgia
Felipe Schiavo – neurocirurgião do HCR
Marcelo Schuster - neurocirurgião convidado - especializado em neurocirurgia oncológica com pós-graduação no Hospital Sírio Libanês
Samir dos Santos – neurocirurgião do HCR
Guilherme Finger – médico residente do HCR
Mateus Casarin – médico residente do HCR

Equipe Neurofisiologia
Carlo Marrone – neurofisiologista HCR

Equipe Anestesiologia
Vicenzo da Cruz Piccoli – anestesista do HCR