Com a chegada do verão a incidência de traumatismos medulares aumenta significativamente. Uma das maiores causas é o mergulho em água rasa, alerta o coordenador da Neurocirurgia do Hospital Cristo Redentor, Ericson Sfreddo. Um estudo aponta esta como a quarta causa de lesão da medula no Brasil. Conforme o especialista, quando o trauma atinge a medula, o paciente vai apresentar déficit neurológico como a paraplegia (perda do movimento nas pernas) ou a tetraplegia (perda do movimento dos braços e das pernas). “Além do abalo pessoal que uma lesão deste tipo acarreta, o custo social e familiar é muito grande, tanto no que se refere às questões financeiras como àquelas relacionadas ao sofrimento físico e psicológico”, explica Sfreddo.
O Hospital Cristo Redentor (HCR) atendeu, nos últimos seis anos, 808 pacientes com traumatismos na coluna. Destes, 223 foram na coluna cervical e 21% deles ficaram com lesão medular.
Os mergulhos em mar, rios, cachoeiras e piscinas podem representar um perigo extremo nesta época de calor em que as pessoas procuram divertimento. As águas turvas não revelam a sua profundidade e, muitas vezes, escondem obstáculos perigosos ao mergulho. Mesmo as mais claras e transparentes não oferecem a noção exata da sua profundidade. A recomendação é a seguinte:
· Nunca mergulhe de cabeça.
· Não pule em águas turvas.
· Não consuma bebidas alcoólicas antes de mergulhar.
· Evite águas desconhecidas.
· Evite banhar-se em locais desprovidos de salva-vidas.
Se um acidente ocorrer com alguém que está perto, remova a pessoa da água, tendo o cuidado de não mobilizar a região cervical e aguarde o socorro especializado.