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11.03.2020 MÊS DA MULHER

GHC promove seminário sobre violência contra a mulher

Encontro abordou os relacionamentos abusivos e suas consequências
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Delegada Karina Heineck apresentou dados referentes ao feminicídio no Rio Grande do Sul.
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Painel abordou “Relacionamentos Tóxicos e Violência contra a Mulher: O ‘Amor’ que Machuca e Pode Matar”,
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Na mesa de abertura, Élcio dos Santos Carvalho, Francisco Paz e Vera Beatriz Cruz.
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Funcionária do Serviço de Nutrição do Hospital Fêmina Sônia Bispo fez uma apresentação musical.
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Público lotou o auditório.

A Gerência de Apoio do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), por meio da Comissão Especial de Gênero (Cegênero), realizou nessa terça-feira, 10 de março, o seminário “Relacionamentos Tóxicos e Violência Contra a Mulher: O ‘Amor’ que Machuca e Pode Matar”. O evento, alusivo ao Dia Internacional da Mulher, teve como objetivo apresentar, aos profissionais de saúde do GHC, a situação da violência contra a mulher, além de anunciar a Rede de Apoio à Mulher Vítima de Violência. A atividade reuniu cerca de 150 pessoas no Auditório Jahyr Boeira de Almeida, no Centro Administrativo GHC.

O início do seminário contou com a apresentação musical da funcionária do Serviço de Nutrição do Hospital Fêmina Sônia Bispo. Logo após, na mesa de abertura, estiveram presentes o diretor técnico do GHC, Francisco Paz, o gerente de Apoio do GHC, Élcio dos Santos Carvalho, e a coordenadora do evento e integrante da Participação Cidadã da instituição, Vera Beatriz Cruz.

Élcio dos Santos Carvalho agradeceu a presença de todos e ressaltou a importância e a complexidade do tema do seminário. “A mulher sofre muitos problemas, desde a discriminação no trabalho até a violência. Contudo, ainda é difícil falar desse tema. É uma chaga aberta que precisamos trabalhar”, afirmou o gerente de Apoio.

Em seu pronunciamento, o diretor técnico do GHC, Francisco Paz, fez menção à luta histórica das mulheres. “É importante que estejamos sempre falando sobre a igualdade de gêneros, a fim de desenraizar esta imagem que, ao longo dos séculos, se formou, a qual as mulheres eram diminuídas e tinham posições secundárias na sociedade”, apontou Paz. “Vivemos na época do feminicídio e, por este motivo, é muito importante que as mulheres estejam sempre juntas e que nós todos possamos enfrentar qualquer discriminação e abuso”, completou.

Painéis

A coordenadora da Participação Cidadã, Vera Beatriz Cruz, iniciou sua fala a partir de um vídeo produzido pelos alunos da Escola GHC, no qual foi instigando o público a pensar como é possível mudar uma realidade onde mulheres estão morrendo pelo fato de serem mulheres. Ela também ressaltou a importância dos funcionários nesta causa. “Somos profissionais de saúde em uma instituição com 73% de mulheres. Somos mulheres cuidando de mulheres”, lembrou ela.

O painel “Relacionamentos Tóxicos e Violência contra a Mulher: O ‘Amor’ que Machuca e Pode Matar”, foi apresentado pela psicanalista e membro da Sociedade de Psicanálise de Porto Alegre Eliane Nogueira, pela advogada e psicopedagoga Nelnie Viale Lorenzoni e pela delegada da Delegacia da Mulher de Porto Alegre (DAM- POA), Karina Heineck. As painelistas discutiram as inúmeras formas de violência contra a mulher, as relações abusivas e a importância de se criar espaços seguros para defender os direitos femininos.

A delegada Karina Heineck apresentou dados referentes ao feminicídio no Rio Grande do Sul, os quais apontam que dos 97 casos, ocorridos em 2019, 71% aconteceram nas residências das vítimas e apenas quatro tinham medida protetiva. Karina também comentou a execução da Lei Maria da Penha no Brasil. “É uma das melhores leis, mas a rede de atendimento que é prevista tem que funcionar”. Ao fim do seminário, a delegada salientou que no Estado há 23 delegacias exclusivas para o atendimento às mulheres e que nelas se encontram profissionais bem instruídos para atender as vítimas e as denúncias.

Central de Atendimento à Mulher

Ligue: 180

Disque-Denúncia: 181

Créditos: Alexia Manon