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13.08.2020 NA PANDEMIA

Procura de atendimento por asma tem redução expressiva na Emergência do Hospital Criança Conceição

Especialistas acreditam que o isolamento social foi fator importante na diminuição

Hospital Criança Conceição (HCC), em 2020, tem recebido menos pacientes acometidos por asma na Emergência se comparado aos últimos quatro anos. Segundo a coordenadora do Programa de Asma do Serviço de Saúde Comunitária do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), Maria Lúcia Medeiros Lenz, o número de atendimentos por asma, entre os anos de 2016 e 2020, vem decrescendo, passando de 7% das consultas de emergência em 2016 para 3% em 2020. A estimativa é que o HCC conclua o ano vigente com redução expressiva de consultas para esse problema de saúde.

Os dados estudados apontam que o isolamento social das crianças e os cuidados devido à pandemia, como o uso de máscara e álcool gel, podem ser os principais motivos para a pouca procura de atendimento, pois são fatores que contribuem muito para a redução de infecções respiratórias virais. E as infecções virais estão entre os principais desencadeantes de crises de asma, especialmente em crianças menores. Em nível de comparação, ano de 2019 teve um total de 2.702 consultas por asma, enquanto que em 2020, até o dia 31 de julho, havia apenas 466 atendimentos pelo mesmo motivo.

A asma é uma doença que se caracteriza por ser uma condição crônica que pode ser controlada na maioria dos casos, e o controle adequado depende do diagnóstico, da avaliação do nível de controle, da prescrição de anti-inflamatório inalado e, especialmente, da adesão e técnica inalatória adequada. A coordenadora do Programa de Asma do Serviço de Saúde Comunitária do GHC e as pneumologistas do HCC Maria Isabel Athayde e Fabiana Dubois questionam-se sobre o que aconteceu com as crianças com asma neste período de pandemia, se a redução no número de casos relaciona-se também a uma maior atenção e cuidado dos pais e/ou se sentem medo de levar as crianças à emergência. Muitos fatores podem estar envolvidos com essa expressiva redução.

Maria Lúcia Medeiros Lenz considera ainda a importância do monitoramento e avaliação dos casos: "Justifica-se a preocupação com a asma nos serviços de Atenção Primária à Saúde (APS) por tratar-se de condição crônica e que, quando bem controlada, é possível evitar idas à emergência, internação, óbitos e repercussões futuras na função pulmonar. Ações educativas, fornecidas por equipes multiprofissionais como as nossa, que conhecem melhor as famílias e o contexto em que vivem, tendem a trazer melhores resultados. No entanto, cabe a reflexão sobre o quanto estamos influenciando e modificando esses resultados, tão diferentes apenas em razão da pandemia".

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Créditos: Marcus Oliveira