Referência para o atendimento de casos suspeitos e confirmados de Covid-19, o Hospital Nossa Senhora da Conceição conta com uma importante equipe de profissionais cujo trabalho é essencial na prevenção do coronavírus, os higienizadores. Neste período da pandemia, o serviço que contava com 441 profissionais (ativos e passivos), recebeu incremento de trabalhadores temporários e atualmente conta com 457 trabalhadores ativos.
Este serviço atua no reforço da higienização/limpeza fundamental em todos os ambientes do hospital. Os higienizadores foram capacitados no início da pandemia e seguem com orientações quanto ao reforço da higienização das áreas Covid-19 como: UTI, Emergência, Internação e Triagem. Há ainda cuidado redobrado nas áreas não Covid-19 com o distanciamento e reforço dos ambientes mais arejados e de toque, com maior risco de contaminação.
A higienização hospitalar caracteriza-se por processo de trabalho repleto de técnicas de limpeza diferenciadas das domésticas, como o sentido: da área menos contaminada para a mais contaminada e diferenciação entre superfícies baixas e altas. O produto utilizado na higienização é o mesmo que o hospital já utilizava, pois é eficaz também no combate ao Covid-19. O uniforme usado depende da área de atuação: uniforme verde nas áreas de menor risco e uniforme laranja nas de maior risco. Foram ampliados EPIs para todas áreas, as de menor risco utilizam máscara cirúrgica, escudos faciais e EPIs padrão. Já os higienizadores que atuam na áreas Covid utilizam a mesma paramentação que médicos, enfermeiros e técnicos em enfermagem.
Conforme a assistente de Coordenação de Hotelaria e responsável pelo Serviço de Higienização do Hospital Nossa Senhora da Conceição, Alexsandra Costa Silva, as equipes trabalham em duplas nas áreas Covid para que não sobrecarregue o emocional e o físico dos profissionais. “Gradualmente, no início, nós pegamos pequenos grupos para serem organizados e capacitados”, conta Alexsandra. “A situação, assustou a todos, mas, com o tempo, o medo foi diminuindo”, como conta a higienizadora Raquel da Silva Adão, que trabalha na instituição há cinco anos. “No início, foi bem apreensivo até nós sabermos o que era e se podia se contaminar tão rápido”, Raquel continua. “Agora está mais tranquilo, porque nos adaptamos e ficou mais fácil para se cuidar”, diz. A higienizadora ressalta a importância do serviço. "O nosso papel é muito importante, pois depende de nós para que não alastre o coronavírus para os pacientes e nem para os nossos colegas. Nós cuidamos dos outros desta forma", conclui Raquel.
O diretor-presidente do Grupo Hospitalar Conceição, Cláudio Oliveira, o diretor técnico, Francisco Paz, e o diretor administrativo e financeiro, Moises Prevedello, destacam o trabalho incansável e essencial dos profissionais higienizadores e agradecem pela dedicação e comprometimento.
Créditos: Giulia Mello